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Depois de alguns meses sem escrever, estou aqui … terminando este post que já estava pré-escrito fazia algum tempo, mas que eu ainda precisava finalizar e revisar! :P

A última semana antes de nosso embarque, rumo ao Brasil, foi muito agitada! Na quarta-feira que antecedeu o dia da viagem, nós entregamos o apartamento onde morávamos. Pela manhã, os funcionários das empresas de gás e luz foram até o apartamento para desligarem os serviços prestados por suas companhias. Os horários pré-agendados para suas visitas foram rigorosamente respeitados, nem um minuto a mais! =)

A noite que antecedeu o dia da viagem, passamos praticamente acordados! O horário de embarque era apenas as 10h30, entretanto, tínhamos que estar no aeroporto as 08h00, pra encontrar com o funcionário da agência onde compramos a passagem, que iria nos auxiliar com os detalhes do embarque. Para cumprirmos o horário tivemos de acordar as 5 horas da madruga, mas com a agitação da situação, acabamos passando a madrugada acordados.

O dia nem tinha amanhecido direito e já estávamos na estrada a caminho do aeroporto de Nagoya, que fica a pouco mais de uma hora de carro, pela via expressa. O frio já não estava mais tão rigoroso, mas mesmo assim, estávamos bem agasalhados, pois já havíamos sido alertados que o frio já estava marcando presença no Brasil.

Tão logo chegamos ao aeroporto, em companhia dos irmãos e pais da Ari, notamos que o medo da Influenza A (H1N1), até então conhecida por “Gripe Suína“, estava bem destacado pelo elevado número de japoneses que usavam máscaras cirúrgica. No avião, essa cautela também ficou bem evidenciada, especialmente por parte dos japoneses. Mas conto isso mais para frente.

Depois do check-in e do despacho das malas, passamos um bom tempo conversando e tomando um lanche. Não tanto tempo quanto gostaríamos! Pois sabíamos que dentro de alguns minutos estaríamos em uma jornada de longas horas até nosso destino final e, certamente já estávamos com saudades dos bons momentos que passamos com todos. Como sempre, a despedida no portão de embarque foi dolorosa e regada a lagrimas. Na sala de embarque, a espera não foi tão longa. Alguns minutos após entrarmos, iniciou-se o embarque dos passageiros na aeronave.

A viagem, ah … a viagem! O primeiro trecho, entre Nagoya e Frankfurt foi o melhor. Viajamos o tempo todo durante o dia, num Airbus A-330 da Lufthansa, muito confortável – diga-se de passagem. Pudemos observar paisagens lindas durante todo o trajeto. O serviço de bordo foi impecável, porém, viajar 12 horas na classe econômica não é algo muito inspirador ou confortável!

Não me lembro o exato horário em que chegamos na Alemanha, mas foi algo perto das 10h no horário local. Tínhamos 7 horas pela frente, o que nos renderia um bom passeio pelo aeroporto, que é o maior da Europa! O azar não poderia ser maior … :) … o aeroporto estava todo em reforma, uma completa bagunça!

De onde desembarcamos até o portão de embarque do segundo trecho, tinha uma caminhada de aproximadamente 1 km. Eram muitos corredores e janelas de onde podíamos ver a pista de decolagens. Nesse tempo em que ficamos esperando, aproveitamos para tomar um café, acessar a Internet para mandar mensagens a quem ficou no Japão e a quem nos esperava no Brasil, dar uma volta pela bagunça do aeroporto e já cansados de tanto andar, volta a sala de embarque para esperar o próximo 747-400!

O segundo trecho da viagem foi menos confortável e mais tenso! Com um número bem maior de brasileiros na aeronave, a preocupação com a nova influenza já não era evidente e até arrisco em dizer, bem displicente. O avião era mais antigo e parecia que o espaço entre poltronas era ainda menor! Pra ajudar, viajamos o trecho todo a noite, o que não permitiu que aproveitássemos um pouco mais da vista.

O aviso de “apertem os cintos” ficou ligado em praticamente 90% do tempo de viagem, e por isso ficamos muito tempo sentados. Apenas levantávamos para ir ao banheiro e quando as pernas já não aguentavam mais ficar dobradas! O “melhor” disso tudo, foi quando aterrizamos e estávamos no corredor, rumando para a fila da Polícia Federal, escutamos um conterrâneo comentando em alto e bom som, para o amigo: “… vixi meu, aquela hora achei que aquela porra fosse cair!:D

Bom, mas o melhor mesmo, foi estar em terra firme, após as 25 horas de vôo e reencontrar a família.

Hoje, estamos nos adaptando novamente a vida no Brasil. Correndo para nos integrarmos em nossas áreas profissionais e reencontrando, na medida do possível, aqueles que nos são tão queridos e que ficaram na torcida enquanto estávamos do outro lado do mundo!

Ainda não sabemos se vamos continuar com os artigos neste blog, ou pelo menos com a frequência em que escrevíamos antes. Agora, os assuntos relacionados com o Japão serão bem menores, já que estaremos no Brasil. Mas vamos decidir isso depois! Por enquanto, fica nosso agradecimento para todos aqueles que acompanharam nossa jornada até hoje e que se entusiasmaram conosco, a partir dos textos que aqui publicávamos. Obrigado!

A escolha das passagens de retorno é uma questão de paciência. Existem várias companhias aéreas que fazem o trajeto Japão/ Brasil, cada qual com suas taxas, benefícios e rotas. :) Basta escolher a melhor opção de custo/ benefício, sem contar o melhor trajeto.

Infelizmente a opção que mais nos atraía era pela rota de Dubai, saindo de Nagoya. Infelizmente essa rota deixou de ser operada pela Emirates, devido a crise. A rota continua a ser operada pela aérea, mas saíndo de Cansai, e para chegar a cidade deveríamos ir de ônibus de Nagoya à Cansai! Declinamos, apesar do preço que estava muito atraente!

Em seguida pensamos em viajar com parada em París, com a aérea JAL/TAM. Pensamos que poderíamos fazer uma paradinha de um dia em París, para conhecer alguns ponto turísticos da cidade, mas infelizmente também não tivemos sorte, pois a JAL (que opera o primeiro trecho) não permite que a parada seja feita!

Acabamos optando pela Lufthansa, companhia que usamos para vir ao Japão! Essa escolha foi baseada, também, no fato de já termos o cartão de milhagens do grupo da empresa, que poderia nos dar algum benefício posterior, apesar do valor da passagem ser levemente mais alto que a primeira opção. O trajeto que escolhemos foi Japão – Alemanha – Brasil.

O processo para contratar um mudança Japão-Brasil é simples e relativamente barato, se considerarmos que seus pertences serão remetidos ao outro lado do mundo. Por aproximadamente U$ 700,00 vc manda uma caixa de 0,5 m³ da sua casa no Japão até a sua casa no Brasil.

O preço independe do peso, mas sim do volume cúbico que suas coisas ocuparão no container da empresa. Assim, quanto mais coisa se leva, proporcionalmente, mais barato fica! A encomenda viaja de um continente ao outro de navio, levando entre 90 a 120 dias para chegar ao seu destino. Neste tempo, que é prometido pelas empresas de transporte, estão contabilizados o tempo em que a(s) caixa(s) ficaram estacionadas nos portos (Japão/ Brasil), aguardando as devidas autorizações de saída e entrada nos países.

Muitas famílias que retornam ao Brasil, usam esse tipo de serviço, especialmente aquelas que passam muitos anos aqui, já que com o tempo vão adquirindo bens móveis de qualidade e que não vale a pena serem deixados para trás. Pra nós, esse não foi o caso, pois além de termos ficado pouco tempo na terra do sol nascente, morávamos em um apartamento semi-mobiliado, não sendo necessário adquirir outros móveis (até por questão de espaço). =)

Nas revistas da comunidade, especialmente na crise, os anúncios de empresas que prestam esse tipo de serviço lotam as primeiras páginas de todas as edições.

Há mais de dois anos atrás quando resolvemos vir ao Japão, ficamos por uns 6 meses nos preparando para a viagem. Emissão de documentos, requisição do visto, passagens e cancelamento de contratos, tudo isso nos deu um bocado de trabalho!

Frente aos impactos da crise financeira mundial, no Japão, cujo resultado foi uma violenta desaceleração na exportação, causando uma gigantesca sequência de demissões em massa de operários, principalmente estrangeiros, achamos prudente rever a nossa permanência aqui, mesmo continuando empregados e até com uma certa “tranquilidade” a esse respeito, já que é fato que a empresa para a qual trabalhamos não tem por política esse tipo de atitude (pelo menos por enquanto).

Muitos são os fatores que devem ser considerados ao se tomar uma decisão como essa, que por vezes será julgada apressada e por outras tardia, mas pra nós está em seu tempo certo!

O retorno é muito mais fácil do que a vinda, afinal, estaremos indo pra casa. Entretanto, não é tão simples quanto parece, já que é aconselhavel não deixar pendências, para evitar denegrir sua imagem e a da comunidade como um todo no País. Isso é claro, sem contar no coração, já que amigos e familiares não retornarão conosco, ficando então a saudade, que certamente aprenderemos a controlar, mas que sempre estará lá, apesar dos intermináveis recursos tecnológicos que temos hoje para “encurtar” distancias! Assim  como quando saímos do Brasil.

Agora inicia-se uma nova corrida … acertar documentos, cancelar contratos, compra das passagens, requisitar o “re-entry”, etc … mas enfim, estamos voltando. =)

Pachinko (パチンコ) é um  jogo praticado em máquinas que se assemelham a um cruzamento entre pinball e slot machine. Esse jogo surgiu na era Taisho e era direcionado para crianças. Foi proibido no ano de 1942. Voltou a ser permitido em 1946, sendo uma empresa em Nagoya que construiu a primeira máquina após a legalização.

O pachinko é praticado em uma máquina chamada pachinko dai. Esta máquina tem um painel com vários pinos e  uma tampa de vidro, além de mecanismos elétricos. O jogador compra uma quantidade pequenas de esferas de metal (pachinko dama) e as usa para jogar.

Lançam-se  as esferas que rebatem nos pinos e, quando as bolas entram em locais específicos, a máquina dá mais esferas ao jogador. Com as novas, o jogador pode continuar  jogando ou trocá-las por prêmios. Ultimamente, a maioria das máquinas de pachinko têm mecanismo eletrônicos, sendo chamadas de dejipachi.

O pachinko é definido por uma lei chamada Fuutekihou, que regulamenta negócios relacionados a moral. Esta lei proíbe que a loja de pachinko troque os prêmios por dinheiro, por isso tecnicamente, esse jogo não é considerado um jogo de azar. Os prêmios comuns são: cigarros, maquiagem, comidas, gravatas, CDs e DVDs.

Porém, no Japão é comum encontrar locais, logo ao lado das casas de pachinko,  que trocam esses premios por dinheiro. Sendo assim, um “jeitiho Japonês” de seguir a lei, mas atender ao interesse de seus clientes, que buscam algum “lucro” com os jogos.

As casas de pachinko são facilmente identificadas por sua exagerada iluminação e cores, além da arquitetura dos prédios, sempre modernos. Especialmente numa cidade como Toyota, onde moramos, onde as edificações tendem a um padrão simples e as ruas são pouco iluminadas (exceto as do centro da cidade), os grandes e iluminados prédios são avistados a grandes distancias.

(Fonte: Wikipedia)

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