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A escolha das passagens de retorno é uma questão de paciência. Existem várias companhias aéreas que fazem o trajeto Japão/ Brasil, cada qual com suas taxas, benefícios e rotas. :) Basta escolher a melhor opção de custo/ benefício, sem contar o melhor trajeto.

Infelizmente a opção que mais nos atraía era pela rota de Dubai, saindo de Nagoya. Infelizmente essa rota deixou de ser operada pela Emirates, devido a crise. A rota continua a ser operada pela aérea, mas saíndo de Cansai, e para chegar a cidade deveríamos ir de ônibus de Nagoya à Cansai! Declinamos, apesar do preço que estava muito atraente!

Em seguida pensamos em viajar com parada em París, com a aérea JAL/TAM. Pensamos que poderíamos fazer uma paradinha de um dia em París, para conhecer alguns ponto turísticos da cidade, mas infelizmente também não tivemos sorte, pois a JAL (que opera o primeiro trecho) não permite que a parada seja feita!

Acabamos optando pela Lufthansa, companhia que usamos para vir ao Japão! Essa escolha foi baseada, também, no fato de já termos o cartão de milhagens do grupo da empresa, que poderia nos dar algum benefício posterior, apesar do valor da passagem ser levemente mais alto que a primeira opção. O trajeto que escolhemos foi Japão – Alemanha – Brasil.

O processo para contratar um mudança Japão-Brasil é simples e relativamente barato, se considerarmos que seus pertences serão remetidos ao outro lado do mundo. Por aproximadamente U$ 700,00 vc manda uma caixa de 0,5 m³ da sua casa no Japão até a sua casa no Brasil.

O preço independe do peso, mas sim do volume cúbico que suas coisas ocuparão no container da empresa. Assim, quanto mais coisa se leva, proporcionalmente, mais barato fica! A encomenda viaja de um continente ao outro de navio, levando entre 90 a 120 dias para chegar ao seu destino. Neste tempo, que é prometido pelas empresas de transporte, estão contabilizados o tempo em que a(s) caixa(s) ficaram estacionadas nos portos (Japão/ Brasil), aguardando as devidas autorizações de saída e entrada nos países.

Muitas famílias que retornam ao Brasil, usam esse tipo de serviço, especialmente aquelas que passam muitos anos aqui, já que com o tempo vão adquirindo bens móveis de qualidade e que não vale a pena serem deixados para trás. Pra nós, esse não foi o caso, pois além de termos ficado pouco tempo na terra do sol nascente, morávamos em um apartamento semi-mobiliado, não sendo necessário adquirir outros móveis (até por questão de espaço). =)

Nas revistas da comunidade, especialmente na crise, os anúncios de empresas que prestam esse tipo de serviço lotam as primeiras páginas de todas as edições.

Há mais de dois anos atrás quando resolvemos vir ao Japão, ficamos por uns 6 meses nos preparando para a viagem. Emissão de documentos, requisição do visto, passagens e cancelamento de contratos, tudo isso nos deu um bocado de trabalho!

Frente aos impactos da crise financeira mundial, no Japão, cujo resultado foi uma violenta desaceleração na exportação, causando uma gigantesca sequência de demissões em massa de operários, principalmente estrangeiros, achamos prudente rever a nossa permanência aqui, mesmo continuando empregados e até com uma certa “tranquilidade” a esse respeito, já que é fato que a empresa para a qual trabalhamos não tem por política esse tipo de atitude (pelo menos por enquanto).

Muitos são os fatores que devem ser considerados ao se tomar uma decisão como essa, que por vezes será julgada apressada e por outras tardia, mas pra nós está em seu tempo certo!

O retorno é muito mais fácil do que a vinda, afinal, estaremos indo pra casa. Entretanto, não é tão simples quanto parece, já que é aconselhavel não deixar pendências, para evitar denegrir sua imagem e a da comunidade como um todo no País. Isso é claro, sem contar no coração, já que amigos e familiares não retornarão conosco, ficando então a saudade, que certamente aprenderemos a controlar, mas que sempre estará lá, apesar dos intermináveis recursos tecnológicos que temos hoje para “encurtar” distancias! Assim  como quando saímos do Brasil.

Agora inicia-se uma nova corrida … acertar documentos, cancelar contratos, compra das passagens, requisitar o “re-entry”, etc … mas enfim, estamos voltando. =)

Pachinko (パチンコ) é um  jogo praticado em máquinas que se assemelham a um cruzamento entre pinball e slot machine. Esse jogo surgiu na era Taisho e era direcionado para crianças. Foi proibido no ano de 1942. Voltou a ser permitido em 1946, sendo uma empresa em Nagoya que construiu a primeira máquina após a legalização.

O pachinko é praticado em uma máquina chamada pachinko dai. Esta máquina tem um painel com vários pinos e  uma tampa de vidro, além de mecanismos elétricos. O jogador compra uma quantidade pequenas de esferas de metal (pachinko dama) e as usa para jogar.

Lançam-se  as esferas que rebatem nos pinos e, quando as bolas entram em locais específicos, a máquina dá mais esferas ao jogador. Com as novas, o jogador pode continuar  jogando ou trocá-las por prêmios. Ultimamente, a maioria das máquinas de pachinko têm mecanismo eletrônicos, sendo chamadas de dejipachi.

O pachinko é definido por uma lei chamada Fuutekihou, que regulamenta negócios relacionados a moral. Esta lei proíbe que a loja de pachinko troque os prêmios por dinheiro, por isso tecnicamente, esse jogo não é considerado um jogo de azar. Os prêmios comuns são: cigarros, maquiagem, comidas, gravatas, CDs e DVDs.

Porém, no Japão é comum encontrar locais, logo ao lado das casas de pachinko,  que trocam esses premios por dinheiro. Sendo assim, um “jeitiho Japonês” de seguir a lei, mas atender ao interesse de seus clientes, que buscam algum “lucro” com os jogos.

As casas de pachinko são facilmente identificadas por sua exagerada iluminação e cores, além da arquitetura dos prédios, sempre modernos. Especialmente numa cidade como Toyota, onde moramos, onde as edificações tendem a um padrão simples e as ruas são pouco iluminadas (exceto as do centro da cidade), os grandes e iluminados prédios são avistados a grandes distancias.

(Fonte: Wikipedia)

O ‘Hanami’

The Sakura Tree

The Sakura Tree

Apreciar as flores – ou Hanami, como se diz em Japonês – é uma tradição conservada até hoje, no Japão. Outros países, certamente, promovem eventos semelhantes, mas nenhum povo faz isso como os japoneses.

No domingo em que as árvores de Sakura estavam repletas de flores, resolvemos fazer algo que nunca haviamos feito no Brasil, piquenique! Pois é, com direito a pano para forrar o chão, lanche natural, bolo e suco para uma refeição leve, enquanto adimirávamos as flores no parque. Fomos curtir um pouquinho dessa tradição nipônica, que diga-se de passagem é incrível! ;)

Depois de uma pequena caminhada pelo parque e algumas fotos com as flores da estação, encontramos uma grande árvore para “acamparmos” para  curtir a tarde.

Nunca pudemos imaginar como um simples piquenique poderia ser tão divertido e agradável, pena que no Brasil, em decorrência da cultura e especialmente da segurança pública, não seja possível, nos dias de hoje, aproveitar um prazer tão simples quanto esse!

Quem sabe um dia! ;)

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