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Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 2.800 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 47 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Neste final de semana fomos fazer um passeio muito interessante, especialmente para os amantes de boas fotos!

O nosso destino foi o parque de Nagashima (Nagashima Spaland Resort), mas não nas áreas que já havíamos visitado antes! Desta vez, fomos conhecer uma área de jardins do parque onde, todos os anos, são produzidas iluminações artísticas para destacar a paisagem noturna.

Parece que todo o ano o tema da iluminação é diferente, e isso, sempre atrai uma enorme multidão todos os dias durante o evento. O volume de visitantes é tão grande, que torna-se praticamente impossível sair sozinho em uma foto! :)

O valor do ingresso é ¥2,000  (mais ou menos uns USD 25.00, ou próximo de R$50,00) por pessoa, porém, na compra do ingresso, você recebe de volta um vale com ¥1,000 para serem gastos dentro do parque, além de não pagar o estacionamento!

O passeio é fantástico!

Um dos muitos pontos, dentro do parque, que chamam a nossa atenção durante o passeio é o túnel de luz. Na verdade são dois túneis (um branco e um azul) por onde os visitantes passam para ir ou voltar, do que imagino ser a atracão principal … uma grande arvore, “inserida” num “mar de led’s”, utilizada como um “telão” para um show de luzes ímpar! :)

Os túneis são formados por muitos, mas muitos led’s, que cobrem toda a extensão dos corredores, que dão uma sensação incrível durante a travessia! Na verdade a árvore que comentei tem muito mais LEDs que os túneis, mas a diferença é que a árvore só pode ser vista de longe!

Esta árvore, que imagino ser a “atração principal”, é sim um show a parte!

A iluminação desta árvore passa por vários estágios, horas simulando a queda das folhas da árvore, horas simulando fogos de artificio, alternando entre cores fortes e bem “vivas”, tais como: vermelho, laranja, azul, lilás, branco …

Para quem se interessar em visitar o parque, o link abaixo é do site oficial:

http://www.nagashima-onsen.co.jp/nabana/illumination/index.html/

Vejam algumas fotos que tiramos:

Fique tranquilo, você entendeu certo! :)

No Japão existem muitos canais de TV, que assim como no Brasil, garantem seu faturamento com a venda dos espaços para comerciais durante a programação. Porém, por aqui existe um modelo de emissora estatal. A NHK (Nippon Hoso Kyokai – Corporação de Radioteledifusão do Japão), que é uma emissora estatal, é financiada pela Taxa de Transmissão, cobrada dos telespectadores!

Pra resumir, toda a residência que possua um ou mais aparelhos de TV, deve assinar um contrato de recebimento do sinal com a emissora. Inclusive, o pagamento desta taxa está previsto em lei. A Lei de Radioteledifusão do Japão, que entrou em vigor em 1950 e, se aplica a todos os redidentes do Japão, independente da nacionalidade.

Na pratica, nem todas as residências do arquipélago tem um contrato com a NHK, pois aqueles que não possuem aparelhos de TV não são “obrigados” a manter o contrato. Mas, além disso, existem aqueles que não concordam com o pagamento “voluntário” da contribuição!

O sinal da emissora não deixará de ser recebido pelo seu aparelho, caso não se tenha um contrato com eles, mas, apesar de (aparentemente) não haver uma punição prevista na Lei, já ouvimos boatos de que algumas dezenas de pessoas já foram processadas, pelo governo, por terem aparelhos de TV funcionando em casa, mas não pagarem a taxa.

Fontes:

http://pid.nhk.or.jp/jushinryo/multilingual/portuguese/index.html
http://www.pref.iwate.jp/~hp0312/seikatsu-sodan/pt/iwate_kurasu/tv_radio/nhk.html

Furacões …

O furacão é considerado como “a mais forte das tempestades” que ocorre na natureza. Segundo fontes da Internet, ele pode chegar a mais de 1.000 metros de diâmetro e ter ventos em velocidade mínima de 120 km/h, que podem facilmente ultrapassar os 300 km/h.

Esse fenômeno também é conhecido por vários outros nomes, tais como: tufão, ciclone (tropical), etc. A variação destes nomes depende da região onde eles acontecem, por exemplo: nas Américas, chama-se furacão, já na Ásia, é conhecido por tufão.

Por aqui, dizemos “taifu” (台風), que é o nome do fenômeno no idioma Japonês (日本語).

Com apenas 15 dias de diferença, o Japão enfrentou dois furacões: o “Tallas” e o “Roke”. Segundo a imprensa, o primeiro deixou mais de 100 vitimas e o segundo, por enquanto, 10 vitimas! Pelo que estou sabendo, as áreas mais afetadas foram aquelas mais próximas do mar, mas também, houveram regiões onde apenas o intenso volume de chuva conseguiu inundar diversos pontos.

Na cidade de Toyota, onde vivo, o dia mais intenso foi na quarta-feira (21/09). Por medida de precaução, muitas empresas liberaram os seus funcionários para ficar em casa e se abrigar da tempestade, mas algumas insistiram no dia normal de trabalho.

Durante a tempestade, me chamou a atenção o fato da energia elétrica do prédio não ter caído! Em Curitiba, na região onde morávamos, bastava uma chuva um pouco mais forte do que o normal para ficarmos sem luz em casa!  Tão logo a tempestade passou, pude ver alguns raios de sol, antes do anoitecer, o que me rendeu esta bela foto da janela de casa:

2011, Final de tarde pós tufão "Roke", em Toyota.

No dia seguinte, durante o caminho que faço para chegar na escola, fiquei prestando atenção nos telhados das casas e pequenos prédios nos arredores, mas aparentemente, todos ficaram intactos após os fortes ventos e, por incrível que pareça, menos de 24 horas após a tempestade ter atingido a cidade, não haviam mais sinais de sua passagem! Nada de lixo espalhado pelas ruas, folhas pelo chão ou galhos de arvores pendurados em fios ou estatelados pelo chão.

Isso me faz recordar novamente de Curitiba, que mesmo com os Garis (aqueles trabalhadores encarregados da limpeza das áreas públicas da cidade), uma semana após qualquer chuva forte, ainda podíamos ver muitos galhos e folhas de arvores jogadas pelas ruas do bairro, sem contar na sujeira dos lixos que, espalhados pela tempestade, assim permaneciam por vários dias! :(

Muitos dos brazukas que por aqui residem e, que trabalham nas inúmeras fabricas que atendem a industria de autopeças, estão trabalhando num calendário diferente do tradicional! Neste calendário especial, o “final de semana” é nas quintas e sextas-feira!

Além disso, em algumas fabricas, o funcionário esta sendo convocado para trabalhar em turnos alternados semanalmente, ou seja, uma semana trabalhando de dia e na próxima trabalhando de madrugada! Esta é uma estratégia adotada por algumas das fabricas para atender a todas as crescentes demandas de fábricas maiores ou das próprias montadoras dos veículos.

O grande problema para quem está trabalhando neste ritmo, não é o fato da mudança do final de semana. Isto até que tem o seu lado positivo. A encrenca é na jornada de dois ou mais turnos diferentes, com intervalos curtos! Isto faz com que a pessoa tenha que semanalmente se habituar com um “fuso horário” diferente, uma vez que precisa se reorganizar para (normalmente) virar 12 horas no seus horários de trabalho!

Por aqui, ainda existe uma prática conhecida por “mae” (まえ), que é o convite para que o funcionário entre 1 dia antes do seu período normal no trabalho, ou seja, se normalmente a semana começa na segunda, no “mae” ela começará no domingo! Esta é uma prática comum para períodos em que as demandas são muito altas.

Neste caso, aqueles que trabalham em 2 turnos e, ainda são convidados a entrar 1 dia antes, terminam praticamente sem final de semana, pois na virada dos turnos e atendendo ao chamado da empresa, não tem um dia inteiro para descanso!

Exemplificando …

Normalmente o funcionário trabalha de segunda a sábado. Na virada de turno do dia (hirukin) para a noite (yakin), ele para de trabalhar no sábado às 17h e volta apenas na segunda às 19h, quando inicia sua jornada no período noturno. Entrando no “maeyakin”, ou seja, 1 dia antes, ele deixa o trabalho às 17h de sábado e retorna às 19h no domingo!

Ah sim! Funcionário algum é obrigado a fazer horas extras ou atender ao “mae”. Mas, é claro também, que este comprometimento com a empresa sempre será “bem visto” pelos chefes e empregadores no momento das periódicas avaliações para manutenção contratual e/ou negociações para novas horas extras. Da mesma forma que no Brasil! :)

Até a próxima!

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