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O ‘Hanami’

The Sakura Tree

The Sakura Tree

Apreciar as flores – ou Hanami, como se diz em Japonês – é uma tradição conservada até hoje, no Japão. Outros países, certamente, promovem eventos semelhantes, mas nenhum povo faz isso como os japoneses.

No domingo em que as árvores de Sakura estavam repletas de flores, resolvemos fazer algo que nunca haviamos feito no Brasil, piquenique! Pois é, com direito a pano para forrar o chão, lanche natural, bolo e suco para uma refeição leve, enquanto adimirávamos as flores no parque. Fomos curtir um pouquinho dessa tradição nipônica, que diga-se de passagem é incrível! ;)

Depois de uma pequena caminhada pelo parque e algumas fotos com as flores da estação, encontramos uma grande árvore para “acamparmos” para  curtir a tarde.

Nunca pudemos imaginar como um simples piquenique poderia ser tão divertido e agradável, pena que no Brasil, em decorrência da cultura e especialmente da segurança pública, não seja possível, nos dias de hoje, aproveitar um prazer tão simples quanto esse!

Quem sabe um dia! ;)

Basta nos aproximarmos do início da primavera que torna-se comum ver as pessoas circulando com máscaras “médicas”. Em qualquer época do ano elas são utilizadas para evitar gripes (quando se está com a imunidade baixa) ou evitar transmitir o seu resfriado aos outros (por educação), mas na primavera seu uso é intensificado para evitar ou amenizar os sintomas do cafunsho.

O cafunsho é uma alergia causada pelo pólen de flores e árvores espalhadas pelo vento no arquipélago japonês. Alguns afirmam que este fenômeno se dá, pois o Japão possui muitá área urbanizada, reduzindo a absorção do pólen pelo solo!

O fato é que os sintomas do cafunsho são fortes e irritantemente constantes: olhos irritados, nariz coçando e escorrendo, garganta seca e irritada…são alguns dos sintomas mais comuns.

O pior de tudo, é que não tem jeito! Todo ano é igual, senão pior, por mais que se tome remédios para evitar! =/

Toyota Stadium

 

Toyota Stadium, num dia chuvoso de Outono.

Toyota Stadium, num dia chuvoso de Outono.

Localizado em Toyota, na província de Aichi, o Toyota Stadium foi construído no ano 2001, com capacidade para 45 mil espectadores. O clube de futebol Nagoya Grampus Eight usa o estádio para seus jogos em confrontos da Japan League, a liga de futebol profissional japonesa.

 

Sua forma arquitetônica é bastante original, lembrando o formato de um acordeão. Seu imponente nome é em homenagem ao nome da gigante montadora de automóveis japonesa, Toyota Motors. O estádio já recebeu partidas do Campeonato Mundial de Clubes da FIFA durante o período em que o torneio realizou-se no Japão.

 

Logo em frente do estádio, inclusive como uma forma de acesso à ele, está a bela e majestosa Ponte de Toyota. Uma belíssima obra arquitetônica, em total concordância com a arquitetura moderna do estádio, que chama atenção por sua imponência e coloração branca. 

Não tivemos, ainda, a oportunidade de visitar o estádio em dia de jogo, mas fomos conhecê-lo numa tarde de domingo onde, é muito comum encontrar pessoas se exercitando, brincando com seus animais de estimação ou levando seus filhos para recreações ao ar livre.  É um ótimo ponto turístico e um excelente local para curtir uma tarde de final de semana, com a família, tomar um bom café ( quente de preferência ;) ), praticar esportes e tirar boas fotos!

Ponte de Toyota, em frente ao Toyota Stadium.

Ponte de Toyota, em frente ao Toyota Stadium.

Estação de Esqui

Em nosso primeiro inverno no Japão, no ano passado, a neve caiu sobre Toyota, num fenômeno não muito comum para a cidade em que moramos.  Já este ano, apenas uns poucos minutos de neve, que mais parecia uma chuva bem fina! :/ Assim, como a neve não veio até nós, a Ari e Eu decidimos ir até ela. =)

Encontramos uma estação de esqui, a uns 80 km  de onde moramos, localizado na Província de Nagano, a viagem dura aproximadamente 1 hora e meia seguindo sempre pela Rota 153, sentido a cidade de Iida. A estação de esqui, embora pequena, já é uma boa diversão especialmente para nós que não estamos acostumados com a neve.

A medida em que avançavamos na estrada, a temperatura ia baixando e a paisagem se tornando, gradativamente, mais branca. Apesar de a rota que usamos não ser pedagiada, a pista é muito bem conservada e sinalizada durante todo o percurso.

Não sabemos qual é o nome da estação de esqui em que estávamos, mas logo na entrada era possível avistar o morro com a pista onde os praticantes do esqui e snowboard desciam!

A estrutura do lugar é simples, mas funcional. Dois restaurantes, uma loja de lembranças e outra para aluguel de equipamentos, um teleférico duplo, uma pista de esqui e muito espaço aberto, além de uma equipe de resgate de prontidão, fazem parte do cenário.

Como estávamos em busca de um passeio barato, acabamos não descendo a pista de neve … ficamos caminhando pelo lugar e aproveitando para voltarmos a infância, travando intensas e geladas batalhas com bolas de neve, projetando e construindo nosso (desajeitado) boneco de neve, sem contar no anjo de neve que desenhei no chão, depois de me jogar de costas num piso macio de neve amontoada. :D

Castelo de Nagoya

Castelo de Nagoya - Aichi, Japão

Castelo de Nagoya - Aichi, Japão

Nesses tempos de crise, onde temos tido cada vez mais tempo em casa em decorrência da redução de trabalho, resolvemos aproveitar nosso tempo ocioso para conhecer lugares novos, claro que com a preciosa premissa de serem passeios baratos! ;)

Assim, buscamos elencar uma série de locais que nos chamaram atenção e cada vez que ficamos sabendo de outros, procuramos encaixá-los em nossa “lista”. O Castelo de Nagoya é um desses lugares.

É um ponto turístico de grande relevância na história da região, além de muito belo, fica a apenas 30 km de onde moramos e os preços de ingressos muito acessíveis.

Localizado na cidade de Nagoya, próximo a prefeitura de Aichi (província), o castelo possui um grande jardim, que dizem ficar ainda mais belo na primavera, quando é possível ver os jardins repletos de flores e Sakuras.  Pequenos museus com artigos decorativos e fotos do pós-guerra, além de lojas de suvenirs, máquinas de bebidas e mesas rusticas são facilmente vistos, por entre as árvores e jardins.

Seguindo pelo caminho principal, logo no início, já se vê a imponente figura do castelo, circundado por um largo e profundo fosso, hoje sem água. Logo a frente do portão principal encontram-se diversas pedras de aproximadamente 0.5 m³, provenientes da fundação original do castelo, colocadas alí após sua reconstrução.

A primitiva estrutura do castelo foi erguida por Shiba Yoshimune, por volta de 1525, e foi conquistado por Oda Nobuhide a Imagawa Ujitoyo em 1532, porém abandonado posteriormente. Em 1610, Tokugawa Ieyasu ordenou aos diversos Daimio (poderosos senhores feudais no período compreendido entre os séculos XII e XIX da  história do Japão) que o auxiliassem na construção de um novo castelo no local. Essa nova estrutura foi concluída em 1612.

Até à Era Meiji, este foi o lar do clã Owari da família Tokugawa. Sobre a cúpula do castelo encontram-se os dois Delfins dourados (kinshachi, em japonês), que se afirma serem um símbolo da autoridade do senhor feudal.

Durante a Segunda Guerra Mundial o castelo foi completamente destruído por um incêndio, devido aos ataques aéreos,  perdendo-se a maioria de seus objetos de valor: muitas pinturas, entretanto, sobreviveram e encontram-se preservadas até aos nossos dias. Os trabalhos de reconstrução do castelo foram concluídos, modernamente, em 1959.

Fonte: Wikipédia

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