Você foi vendido!

É, essa foi a mensagem que eu recebi do haveibeenpwned.com, do Troy Hunt.

Para aqueles não familiarizados com o serviço, em resumo, é uma base de dados gigantesca que coleta (praticamente) todas as ocorrências de vazamentos de dados na internet (darkweb, etc) e as transforma em informação pesquisável. Então, você pode conferir de forma bem simples se o seu e-mail está em uma dessas listas vendidas por aí.

Bom, no final das contas, receber uma notícia como essa não é tão ruim assim, porque te dá a oportunidade de agir de maneira antecipada para fortalecer a segurança de suas contas online.

A primeira ação a ser tomada quando você tem uma notícia desse tipo é trocar a sua senha para uma (realmente) forte e única, além de ativar o sistema de autenticação de dois fatores (two-factor authentication) nas suas contas, quando disponível.

Embora isso ajude a resolver o problema, está longe de resolver complemtamente. O problema vai muito mais além do que parece. É um tanto complicado para se gerenciar senhas realmente seguras e únicas, e é aqui que gerenciadores de senhas vem ao seu resgate.

Eu recomendo que você use o 1Password (o mesmo que uso atualmente), ou o Dashlane (um que usei por mais de dois anos), ambos são aplicativos muito seguros e fáceis de usar, que vão te ajudar a administrar e criar senhas realmente seguras, além de algumas outras funcionalidades extras.

Beleza! Então problema resolvido, certo?

Na verdade, não!

Basicamente, mantendo senhas únicas e fortes para cada uma das suas contas online, com contra-medidas adicionais (ex. dois fatores de autenticação), vai tornar muito mais difícil para que alguém invada suas contas, porém, o seu endereço de e-mail real continua disponível para se tornar alvo de engenharias sociais, tentativas de roubos de senhas e SPAMs (aqueles e-mails indesejáveis)!

Agora, que tal se você puder usar uma senha forte e única aliada a um endereço de e-mail também aleatório e único para cada um dos serviços que você é cliente? Assim, você está criando mais uma camada de segurança e privacidade, não é mesmo?

Existe um serviço (gratuíto) chamado 10minutemail que, basicamente, cria um endereço de e-mail dinâmico e descartável para você e que dura por apenas 10 minutos! Parece que é possível extender a vida útil do endereço indefinidamente, mas o lado ruim disso tudo é que você precisa lembrar de renovar o link a cada 10 minutos (claro)!

É um serviço muito bacana e que te ajuda a rapidamente criar endereços aleatórios para se registrar em serviços online que você não quer realmente usar. Afinal de contas, será bem complicado receber notificações do provedor do serviço, ou recuperar a sua senha caso você se esqueça do endereço criado, ou depois que ele simplesmente expirar.

Tem um outro carinha que criou uma extenção do navegador Chrome e um tutorial muito prático sobre como criar estes e-mails aleatórios para cada serviço baseado em um esquema com domínio próprio que você pode registrar muito barato por aí. A técnica dele é usar uma artimanha com uma configuração chamada “catch-all“. Parece ser uma boa forma de fazer isso funcionar, mas o lado ruim é que você tem que estar confortável com um lado mais técnico de registro e configurações de domínios. Além disso, essa técnica também não te ajuda a parar SPAMs quando seus e-mails forem vazados na Internet.

Bem, então, porque não colocar as duas idéias juntas e mais algumas funcionalidades muito úteis?

Foi assim que decidi criar algo que preenchia as lacunas e implementaria as funcionalidades das quais eu estava sentindo falta. E assim, o Mail Shield foi criado.

ms-logo

Em resumo, o Mail Shield cria endereços de e-mail aleatórios, descartáveis e únicos (que eu chamo de escudos – shields, em Inglês) para cada serviço online que você usa por aí, então, toda e qualquer mensagem recebida por esses escudos virtuais serão entregues no seu endereço de e-mail real sem que este seja revelado para o remetente.

Uma vantagem é que toda mensagem recebida por qualquer escudo é validada contra filtros de SPAM e listas negras personalizadas mesmo antes de serem entregues na sua caixa de e-mail (onde provavelmente haverá um segundo filtro contra SPAMs operando).

Diferente do que acontece com aquela estratégia “catch-all“, todo e qualquer escudo existente pode ser temporariamente colocado em pausa ou definitivamente excluído, parando quaisquer mensagens que sejam endereçadas a eles e ajudando a manter a sua caixa de e-mails livre de SPAMs.

Ainda, se você escolher não se desfazer de um escudo por conta de um remetente, você poderá simplesmente colocar o remetente na lista negra, o que (em certo grau) vai ajudar ultras pessoas que também usam o serviço.

Uma extensão para o navegador Chrome (Firefox e Safari já estão nos planos) vai te ajudar a criar novos escudos sempre que você precisar, sem mesmo ter que entrar no app. Um clique e pronto.

Utilizando-se do Mail Shield junto com um gerenciador de senhas (como o 1Password) vai criar uma camada adicional de segurança e privacidade para sua identidade online.

O Mail Shield está em versão beta e, por enquanto, suas funcionalidades serão 100% gratuitas (ok, ok … não tem muita coisa ainda, mas estou trabalhando nisso e, sinceramente, acredito que o que já está funcionando é extremamente útil).

Se você quiser colaborar e tiver sugestões (pedidos de novas funcionalidades, encontrar algum problema, etc), ou tiver perguntas, por favor entre em contato comigo. 😉

Por último, mas não menos importante … se você gostou deste artigo e/ou do Mail Shield, me ajude a divulgar o produto, compartilhando com a sua turma. Curta este artigo e me siga no Twitter.

Obrigado por ler até aqui. Nos vemos usando o Mail Shield, certo?  👋🍻

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Gigante vs Startup, por que deixei a gigante do e-commerce para entrar na startup de robótica!

Este é um tema muito interessante. Por que muitos deixam as gigantes de TI para apostar em pequenas startups?

Bom, vamos ao meu caso.

Há pouco mais de 2 anos, fui contratado como engenheiro de frontend pela Rakuten, atualmente uma gigante de tecnologia, nascida no Japão e com mais de 70 diferentes serviços espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil.

O escritório matriz da empresa fica em Tóquio e é ao melhor estilo de alto padrão do que vemos sobre empresas de tecnologia do Vale do Silício. O prédio conta com tecnologia de ponta, cafeterias, refeitórios com refeições gratuitas, academia, lavanderia e até restaurante de luxo!

Cerca de 12 salas de reuniões com paredes de vidro, mobília customizadas e dois displays de 50″ cada, em cada um dos 20 e tantos andares do prédio, além de centenas de mesas conectadas em ilhas/corredores circundadas por sofás, mesas elevadas, mais televisores de 50″, plantas, paredes de quadro branco e muitas pessoas, era o cenário no qual eu trabalhava! 

Eu estava alocado em uma equipe especializada em UI/ Frontend, no Centro de Excelência e Experiência do Usuário e estava trabalhando com projetos de serviços secundários ou internos, mas nada realmente desafiador ou que fosse ter um resultado fenomenal, como produto!

Eu não estava, de fato, procurando emprego, mas fui apresentado a uma oportunidade de entrar em um projeto muito mais animador, muito mais promissor no mundo da robótica autônoma. 🙂 

Este era um dos projetos da Rapyuta Robotics, startup nascida como spinoff de projetos de doutorado dos seus fundadores, na universidade de Zurich, onde trabalho atualmente como engenheiro sênior de UI/UX. 

A empresa também tem sua sede em Tóquio e conta com apenas 50 pessoas, divididas em 3 escritórios (Tóquio, Zurich e Bangalore) mas, apesar de ter um ambiente bem bacana, moderno, organizado e cheio de drones ao redor, frutas e sucos de graça, tem uma estrutura muito mais simples que a da Rakuten.

“Então, por que diabos você trocou uma pela outra?” Você deve estar se perguntando agora!

Pra falar a verdade, acho que até já dei a resposta! Basicamente, na Rakuten, eu estava na minha zona de conforto. Estava me sentindo estagnado. O brilho nos olhos fora substituído pela opacidade da burocracia.

Por ser uma empresa tão grande, a evolução na carreira estava sendo muito lenta, os desafios reais muito pequenos e por fim, claro, o reconhecimento financeiro não estava adequado.

Mudar os ares me trouxe mais motivação, mais desafios e mais aprendizado. A empresa é menor, o produto é revolucionário e a minha opinião e resultado fazem toda a diferença, para o bom e para o ruim. Tenho que fazer o meu melhor e ter certeza de que sempre estou melhorando as minhas capacidades.

Tudo isso, me faz sempre ir em frente, buscar melhores condições pra minha vida e pra minha família. 🙂 

Você trocaria?

8 coisas que aprendi com o Stuff In Bag, minha primeira startup 

Olá!

É interessante ver o comportamento das pessoas, quando elas descobrem que você (brasileiro expatriado) criou uma startup focada no público internacional.

A maioria pensa que você já está ganhando rios de dinheiro e que não precisa mais trabalhar, mesmo quando seu negócio acabou de ser criado! 😁

Puro engano!

Quando se tem uma startup é exatamente quando o dobro (ou triplo) do trabalho se faz necessário. Com raras (muito raras) exceções, no início vc precisa dedicar um tempo descomunal para o seu novo negócio, além eventualmente ter de bancar tudo do próprio bolso, mesmo colocando uma grana adiantada pra abrir o empreendimento.

Ok, ok! Antes de mais nada, vamos contextualizar. Se você ainda não conheceu, deve estar se perguntando: “mas que diabos é esse tal de Stuff In Bag”, certo?

O Stuff In Bag é, basicamente, uma plataforma de matchmaking (encontro), e economia colaborativa. Ela ajuda as pessoas a comprar produtos no exterior, pagando menos no “frete”, recebendo os produtos mais rápido, sem que elas precisem sair do país, e também, ajuda aos viajantes a ganhar uma grana com suas viagens, através da apresentação das duas pontas e “cruzamento” de interesses. 

Aqui está a lista de algumas das coisas que aprendi rodando minha primeira startup:

1. Tenha uma equipe multidisciplinar

Parece básico e óbvio, mas montar uma equipe multidisciplinar é essencial pro negócio. Ou seja, pessoas que realmente possam cobrir cada necessidade ( técnica, marketing , vendas, administrativa, etc) do negócio e, principalmente, possam contribuir com ideias e diferentes pontos de vista para cada uma delas.

2. Desde cedo defina os papéis e respondabilidades

Sim, é verdade que numa startup cada um faz um pouco de tudo, afinal, nem sempre se pode ter um funcionário especializado em cada atividade, então, todos precisam se ajudar.

Mas, definir claramente quais são os papéis de cada envolvido e suas responsabilidades, tornará mais fácil dividir as tarefas sem sobrecarregar ninguém.

3. Defina consequências e “penalidades” claras

Numa startup as coisas acontecem muito rápido, então não há tempo para procrastinar! Apenas definir “papéis” e responsabilidades não vai funcionar. 

Se as responsabilidades não forem executadas, a coisa toda pode desandar! Então, você e seus sócios e colaboradores  devem ter bem claro que consequências terão por não executar suas tarefas. 

A penalidade pode ser, por exemplo: pagar uma multa através da perda de um percentual de sua quota na sociedade! No caso de funcionários, um aviso formal.

Vale aplicar as KPIs com curtos períodos de avaliação. Assim será mais simples de medir o que foi feito através dos resultados, ao invés de apenas controlar horários!

Um acordo bem definido entre os sócios, com regras de saída para os que não cumprirem sua parte, também ajuda muito. Essa regra deve ser válida inclusive para os fundadores.

4. “Produto minimamente viável”, ou Minimum Viable Product (MVP)

Esse não é só um termo bonitinho pra definir a primeira versão do produto que será lançado. É, talvez, o que fará a total diferença entre “vida” e “morte” do seu negócio! 

Acredite.

É preciso ter muito foco e definir antecipadamente com a equipe de forma clara que tipo de funcionalidades, ou especificações, o produto terá em sua primeira versão.

Assim, todos poderão colocar a mão na massa ao mesmo tempo e fazer a “coisa” andar.

Sem isso, acredite, serão horas e muitas horas no desenvolvimento, pra que mais tarde outras disciplinas olhem para o resultado e digam: “ah, mas vamos esperar até tal funcionalidade ficar pronta para então começar o …” (Troque os … por qualquer coisa, tipo: marketing, venda, aquisição de parcerias ou investimento …)! 

Nesta fase, não é hora de colocar no produto tudo o que lhe vem à mente, mas apenas o mínimo necessário pra que vc e sua equipe possam atender o funcionamento principal do negócio e validar a ideia no mercado.

5. Disciplina, mesmo com horário flexível…

Se você, seus sócios e colaboradores não estão 100% dedicados a execução do trabalho, a disciplina será a linha de corte para um possível sucesso.

É possível usar a estratégia de horário flexível, ou seja, não precisar trabalhar sempre no mesmo horário, mas, é necessário haver um comprometimento de X horas trabalhadas no dia.

Isso ajudará a não perder o foco e seguir em frente, mesmo que seja um pouquinho por dia.

6. Contato diário 

Sem contato diário, é difícil acompanhar o andamento dos trabalhos, a troca de ideias e ir pra frente.

Se o contato com seus sócios for muito espaçado, fatalmente haverá muito espaço pra perder o ritmo.

Quando todos trabalham juntos, no mesmo espaço físico, então é muito simples organizar reuniões diárias de 15 minutos, ou menos, para o acompanhamento … 

Vale a pena dar uma boa olhada na metodologia agile .

Quando se trabalha remoto, então, conferências diárias podem ser uma boa ideia.

7. Definir o “tempo de vida” do negócio 

Antes de começar defina suas métricas de visão macro, ou como é chamado atualmente: “big view“. Ou seja, o que se espera alcançar nos primeiros X anos.

Essa métrica é o objetivo do seu negócio a longo prazo (1, 2 ou 3 anos). Sim, para uma startup, 3 anos é um prazo bastante longo!

Se no prazo estipulado sua equipe não tiver alcançado pelo menos 70% do desejado, simples, é hora de fechar e seguir pra outra.

Seja implacável nesse ponto.

8. O usuário é seu chefe 

Isso parece um clichê, eu sei. 

Mas é a pura  verdade. É este cidadão que você chama de usuário que vai dizer se seu negócio será um sucesso ou uma tragédia.

Já ouvi várias vezes que não se deve dar total razão ao cliente, mas ao invés disso, focar em montar uma equipe satisfeita.

Pessoalmente acho que  deve-se fazer os dois. Uma equipe satisfeita e motivada tratará melhor o cliente e, um cliente satisfeito naturalmente traz novos clientes para você. 

Mas no final, é o cliente que “paga a conta” para manter sua equipe feliz e  motivada. 🙂

Gostou das dicas? Compartilhe este artigo, deixe o seu comentário. Afinal, é isso que me dá o indicador se o conteúdo está sendo bom ou ruim pra você. 😉

Um abraço.

Stuff In Bag – startup de brasileiros, no Japão.

Stuff In Bag

Pra quem ainda não sabe, em 2014, alguns amigos e eu criamos a Stuff In Bag – plataforma de logística colaborativa que conecta o desejo de compra produtos importados de algumas pessoas, com outras pessoas que podem realizar tais desejos, transportando e entregando de forma personalizada os produtos.

Este modelo está cada vez mais comum no mundo todo, onde também é conhecido por outros nomes, tais como: p2p, social delivery, shared logistic, entre outros, e que faz parte de um movimento maior, conhecido por share economy, ou “economia compartilhada”, em tradução livre.

Começar uma startup pode até ser simples, mas se você quer bons resultados, posso dizer com absoluta certeza de que nunca será fácil!

No primeiro ano, nós trabalhamos muito duro até termos a primeira versão do protótipo pronta. Oficialmente temos reuniões semanais (eventualmente mais de uma vez na semana), mas conversamos diariamente (muitas vezes por dia), e desde que colocamos aquela versão no ar, continuamos trabalhando muito para melhorar um pouco todos os dias. 🙂

O nosso processo operacional é mega interessante, porque embora trabalhando no mesmo projeto e compartilhando idéias o tempo todo, a equipe da Stuff In Bag não está centralizada em um único lugar físico.

Atualmente, estamos espalhados em vários pontos do Japão e Singapura. Um viva para a Internet e seus modernos recursos de comunicação e coworking!

Há casos em que as jornadas de trabalho vão madrugada a dentro, mas, o legal é que sempre que recebemos o feedback das pessoas, temos mais um pouco de certeza de que estamos no caminho certo e ganhamos mais força para seguir …

Na semana passada (no dia 20 de março), a Alternativa Online – site da revista Alternativa – mídia especializada na comunidade brasileira do Japão, publicou uma matéria sobre o Stuff In Bag, onde o Diego e eu falamos sobre como o Stuff In Bag pode ajudar as pessoas a comprarem produtos importados, pagando menos pelo transporte, recebendo os produtos mais rápido e, de quebra, fazendo uma grana extra durante viagens.

Já conhece o Stuff In Bag? O que achou?

Compartilhe comigo o seus comentários, sugestões e até mesmo suas críticas. Adoro receber feedback. 🙂

Um abraço e até a próxima.

A busca por trabalho fora das fábricas.

Logo que chegamos no Japão, já começamos a busca por trabalho. Também fizemos isso na primeira vez que viemos, relembre aqui.

Cada uma das nacionalidades estrangeiras que vivem no Japão tem diferentes padrões para aquelas atividades mais fáceis de se encontrar trabalho.

Para os brasileiros o caminho mais comum é o do trabalho em fábrica. Não sei dizer se isso tem relação direta com a escolaridade, especialização técnica, ou mesmo, com fatos históricos, como o da imigração de japoneses ao Brasil na época da guerra, onde eles também eram normalmente direcionados aos trabalhos agrícolas!

Mas o fato é que trabalhar em fábricas é normalmente o caminho mais fácil e rápido de se arrumar um trabalho por aqui.

Bom, mas também é fato que este não é o único caminho!

Desta vez, o nosso objetivo de retornar ao Japão nos pedia um tipo de trabalho mais gratificante, motivador e desafiador do que os rotineiros e braçais trabalhos industriais! Queremos algo que nos ajude a crescer pessoal e profissionalmente, com a preferencia de seguirmos em nossas áreas.

Encontrar um trabalho “fora de fábrica” é sem duvida nenhuma uma tarefa nada fácil, pois envolve uma infinidade de variáveis e não depende apenas de voce, mas também sem qualquer dúvida, não é impossível.

Pra resumir: é necessário sonhar, mas mais do que isso, é preciso ter iniciativa, ser persistente e acima de tudo, acreditar.

Vou lhes contar a minha experiência …

Ao todo, desde que chegamos pela segunda vez no Japão, foi mais de um ano de intensivas buscas por uma oportunidade!

Ao longo deste desgastante processo, fiz diversas entrevistas (por telefone, pela Internet e pessoalmente). Também perdi a conta de com quantos recrutadores (head hunters) conversei.

Me cadastrei no site de muitas empresas “especializadas” na colocação de estrangeiros em companhias japonesas e preparei muitos currículos. Fui algumas vezes para Tóquio, de carona com amigos (saindo de madrugada e voltando a noite), ou, de ônibus (embarcando à noite para chegar pela manhã na cidade e retornar na noite seguinte).

Muitas foram as vezes que não recebi o feedback das empresas (algumas delas mesmo depois de passar por varias etapas de seleção) e, também, fiquei por vários dias “me torturando” na espera …

Por alguns momentos pensei em desistir! Mas depois, novamente ganhei forças, quando pensava que fazendo isso, todo o esforço seria jogado ao lixo …

Enfim, muito algum tempo depois, graças a Deus, ao incansável esforço de alguns amigos e também ao carinho, paciência e apoio incondicional da minha esposa (Arianne), encontrei uma excelente oportunidade, que se mostrou ainda melhor do que aquela que estávamos buscando! 🙂

Hoje, com o voto de confiança das pessoas e da empresa que acreditou no meu potencial, estou trabalhando na minha área de formação (TI), onde posso agregar valor como profissional, inclusive usando muito do meu perfil empreendedor, e também, onde posso aprender muito no ambiente ao qual estou inserido.

Foi um caminho (realmente) longo, muito mais longo do que qualquer outro que eu já tinha trilhado antes, mas conseguimos transpor de cabeça erguida e tirar uma enorme lição disso tudo, o que nos fez crescer ainda mais como pessoas.

Então, aproveito para deixar aqui o meu especial agradecimento à todos vocês* (nomes e agradecimentos especiais no final) que participaram diretamente comigo desse desafio e que estiveram o tempo todo acreditando no meu potencial e sonho. Também aos que indiretamente nos motivaram e trouxeram boas energias, mesmo distantes fisicamente.

Obrigado.


* Agradecimento especial para:

Deus:
Por permitir-nos ter saúde e disposição para continuar em frente.

Arianne:
Minha amada esposa. Sou louco por você! 😉
Nada disso seria possível sem o seu apoio!

Aline e Diego:
Por toda a sua alegria e motivação, que nos impulsionou na direção certa.

Hélio:
Pelo apoio, conselhos, visão e paciência desde que nos conhecemos!

Ernesto:
Pelo apoio e paciência ao longo desta e de outras jornadas!

James:
Por acreditar no meu potencial.
(Thanks for trust in my potential!)


E você, já passou por algo parecido? Compartilhe. 😉