Seis coisas que você precisa saber antes de querer emigrar para o Japão 

Com a crescente crise política e financeira no Brasil, tenho recebido muitas mensagens, cada vez mais frequentes, de pessoas interessadas em emigrar para o Japão. 

Normalmente as perguntas são as mesmas e geralmente a vontade é, simplesmente, baseada no desespero de achar uma forma de se livrar dos problemas no Brasil. Não é uma crítica, sei bem como é!

Então, pra ajudar os que têm os mesmos interesses, listo abaixo alguns pontos para reflexão e, quem sabe, responder algumas perguntas.

1. Você pode morar no Japão sem ser descendente

Sim. Claro que pode. Tem muitos estrangeiros sem qualquer descendência morando por aqui.

No geral, a única diferença entre descendentes (até a terceira geração) e os demais, é o processo de obtenção e o tipo  do visto. Assim como em outros países, você precisa ser elegível para receber um visto de trabalho, residência ou estudo.

Neste caso, pergunta certa seria “o que preciso fazer pra morar no Japão sem ser descendente”? 

2. É muito diferente morar no Japão 

Sim, o país é lindo, organizado, no geral ocupado por pessoas bem educadas e muito seguro.

Mas, nem tudo são flores! 

Existem problemas políticos, a população é extremamente workaholic, achar emprego qualificado não é tão fácil, é difícil fazer amizades e existe uma cultura muito forte, muito diferente da brasileira.

Além disso, você convive com a constante necessidade de estar preparado para uma catástrofe, tipo terremotos de grande intensidade ou maremotos. Sim, isso é uma realidade por aqui.

Se você não estiver realmente disposto a enfrentar estes “problemas”, fique no Brasil.

3. A carga horária de trabalho é igual a do Brasil

Ao contrário do que muitos pregam, sim, de forma geral, o tempo de trabalho diário é de 8 horas, ou menos (no meu caso, são 7.5 horas/ dia). 

Porém, como mencionei no item anterior, a população tende a ser extremamente workaholic, e devido a alguns pontos culturais, os japoneses tendem a ficar mais tempo no trabalho.

Acima de 8 horas, porém, é hora extra.

Por lei, contudo, ninguém é obrigado a fazer, mas, existem empresas que te oferecem o trabalho com a condição de X horas extras por dia, semana ou mês, devido às alta demandas do mercado.

No meu contrato, por exemplo, existe uma cláusula (muito comum entre empresas de tecnologia) para o pagamento de horas extras. Somente paga-se quando o funcionário ultrapassar 40 horas mensais. Até este limite, esta incluso no salário, faça ou não.

4. Comida é cara

Ah, sim. Comida por aqui é muito cara. Seja pelo preço em si, seja pela quantidade da porção.

Especialmente as frutas, verduras, legumes e carnes. Normalmente o industrializado tem preço muito mais acessível.

Limão, por exemplo, aqui se compra por unidade, enquanto no Brasil é por quilo! Uma unidade custa por volta de ¥120. Outro exemplo são as melancias! São pequenas,se comparadas as do Brasil, e  muito caras. Uma inteira pode custar mais de ¥2.800!

Já comer fora, em restaurantes populares, é relativamente barato. Digo relativamente, pois eventualmente pelo mesmo valor você não conseguirá cozinhar em casa!

5. O salário não é tão alto quanto se pensa

Recentemente li o post de um amigo, onde havia uma explicação bem didática sobre o assunto.

Basicamente, se você pegar o salário (mínimo) do Japão e converter para o Real, especialmente com o dólar como está atualmente, achará o salário daqui um sonho!

Na pratica, não é assim que funciona!

As economias dos dois países são completamente diferentes, assim como o custo de vida. Então, o que parece um sonho aí, aqui é o mínimo para sobrevivência…

Entao, dependendo de onde você mora no Japão, um salário de ¥180.000 (ou cerca de R$5.800, com o dólar à R$3,50) mal dará pra pagar o aluguel, que facilmente pode passar de ¥80.000 para um apartamento de apenas um quarto, banheiro e cozinha (também conhecido por 1k, ou a famosa quitinete)!

6. Carros e eletroeletrônicos são baratos

Sim e não! Tudo vai depender da sua prioridade para o dinheiro que recebe.

É verdade que com o salário de um ou dois meses é possível comprar um carro (usado e antigo em excelentes condições) ou uma TV LED de 40″ ou mais.

Mas, se você quiser um carro do ano, eletrônicos top de linha e comer em restaurantes mais refinados com frequência, então, precisará de um pouco mais de tempo juntando dinheiro, ou um emprego que pague mais!

Comprar imóveis no Japão é uma faca de dois gumes. Ao contrário do Brasil, os imóveis aqui depreciam e são muito caros, dependendo da região. 

Além disso, de tempos em tempos você é praticamente obrigado a realizar uma reforma estrutural, se for uma casa, pois precisará adequar a construção aos padrões de segurança da época contra as catástrofes naturais.

Vale a pena comprar, vale sim, penso eu. Mas, reflita bem sobre o assunto antes de escolher a região e definir o preço que pagará pelo imóvel! 

Até a próxima! 🙂

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Yokohama Red Bricks Warehouse

  
Quer conhecer um shopping center diferente da famosa e amplamente replicada cadeia de shoppings Aeon?

Então, uma sugestão mega bacana é o Red Bricks Warehouse (Armazen dos tijolos vermelhos, em tradução livre) na cidade de Yokohama.

Na verdade, este não é propriamente um shopping, mas um complexo que abriga um shopping center, uma grande quantidade de restaurantes e cafés e um centro de eventos além, é claro, de um gigantesco pátio externo com uma paisagem de tirar o fôlego e que não lembra em nada o Japão tradicional.

O complexo é composto por dois prédios, construídos de tijolos vermelhos (daí o nome) e tem uma arquitetura que mais lembra um prédio alemão, da segunda guerra, do que um prédio japonês.

Sua função original era servir como depósito para a alfândega japonesa e o local é oficialmente conhecido por Shinkō Futō Hozei Sōko (新港埠頭保税倉庫), ou, “Novo píer de armazen alfandegário”, em tradução livre.

No local você encontrará muitas lojas e restaurantes/cafés que não estão presentes nas unidades da rede Aeon. 

Nas proximidades você encontrará outros pontos turísticos bem bacanas, como a Yokohama Landmark Tower (já escrevi sobre ela aqui), e vários cafés de rua, alguns que lembram muito os muito comuns cafés parisienses. 🙂

   
   
Vale a pena conferir.

O Templo de Todaiji e o Buda gigante

  
Construido no período Nara (710 – 794 d.c.) sob o comando do imperador Shomu, o templo de Todaiji é oficialmente reconhecido como um dos muitos templos provinciais estabelecidos pelo estado.

O principal objeto de adoração do local é  Vairocana Buddha (Buddha que ilumina o mundo como o Sol, em tradução livre).

  
O templo Todaiji serve tanto como um lugar para o culto da paz na terra, como um centro de pesquisa sobre a doutrina budista. Ao longo dos séculos, Todaiji foi o berço de muitos sacerdotes estudiosos.

Fundado pelo bispo Roben o templo é, hoje, o principal do Kegon Sect do budismo e seu personagem principal (Vairocana Buddha) é o Buddha central do Kegon Sutra.

O parque que circunda o templo é grande e arborizado. Nele vivem muitos cervos (veados), que circulam livres entre os visitantes e que você pode alimentar e interagir.

  
Além dos animais, o parque abriga uma grande quantidade de estátuas milenares e portais, além de um museu.

Para entrar no templo é necessário comprar um ingresso que custa cerca de ¥500 por pessoa. Vale o passeio e as excelentes fotos que se pode tirar, sem contar no aprendizado da cultura budista.

Aquário Yokohama Sea Paradise 

Quer um passeio família? Visite o aquário de Yokohama. 🙂

   
   
Definitivamente o passeio é muito bacana e tem atrações suficientes pra ocupar o dia todo.

O Sea Paradise abriga muitas espécies de animais, dentre eles um tubarão baleia, de seis metros de comprimento, e um urso polar.

Além do show dos golfinhos, que é incrível, você poderá interagir com alguns animais, pescar em uma “fazenda” marinha (preparando e comendo o seu pescado no local) e visitar um tanque de golfinhos no qual você verá os amiguinhos de dentro de um túnel de vidro (veja as fotos acima). 🙂

Contudo, embora o aquário receba muitos visitantes diariamente, entre eles vários estrangeiros, não se pode dizer que o local está preparado para receber os estrangeiros.

Poucas são as placas com indicações em inglês (quase nenhuma, na verdade) e menos ainda são os funcionários que sabem se comunicar em outro idioma que não o japonês.

O ingresso custa ¥3,000 por pessoa (adulto) e crianças de até 3 anos, se não me engano, não pagam.

Museu de cera Madame Tussauds Tokyo

Foi nossa primeira vez visitando um museu de cera. 

  
É um pouco estranho estar tão perto de celebridades internacionais, que na verdade não passam de cópias perfeitas, e que parecem estar ao ponto de a qualquer momento realizar um movimento, mesmo que um gesto de mão!

É estranho vê-los lá, imóveis. Mas ao mesmo tempo, fascinante ver a perfeição das réplicas. Em cada detalhe.

Madame Tussauds começou a expor seus trabalhos com cera na Inglaterra, no século passado, crescendo e se tornando uma atração famosa com o passar dos anos.

Em 2013, a cidade de Tokyo ganhou a 14a unidade da franquia do museu de cera, chamada Madame Tussauds Tokyo.

O mais legal de um museu deste tipo é que você tem a total liberdade para interagir com os personagens, ou seja, pode tocá-los, abraçá-los, fotografá-los, etc. 🙂 Pode até mesmo pedir autógrafo, mas ai, não tenho certeza de que eles responderão! 😛

Na unidade de Tokyo, encontramos com: Angelina Jolie; Brad Pitt; Tom Cruise; Barack Obama; Mandela; Bruce Willis; Arnold Schwarzenegger;  entre outras celebridades internacionais e locais. Destaque para o nosso querido Airton Senna, Albert Einstein e Steve Jobs. 

Por falar em Airton Senna, ontem fiquei surpreso e feliz ao escutar uma colega de trabalho me perguntar sobre ele. Detalhe, ela é chinesa e nunca esteve no Brasil. Mas isso é assunto para outro post.

Voltemos ao tópico …

O museu fica em Odaiba, em Tokyo, dentro do shopping Decks. O acesso é fácil, tanto de carro quanto de trem.

A dica é reservar o dia todo para este passeio. Além do museu, Odaiba é uma região linda e repleta de atividades, inclusive uma pequena praia.

O ticket de entrada custa ¥2,000 por pessoa e menores de 3 anos não pagam. 

  

Um passeio incrível, muito família. Vale a pena.

E você? Já esteve em um museu de cera? Compartilhe suas impressões nos comentários. 🙂

P.s: Desculpem as fotos! Escrevi este post pelo celular, no trem, no caminho para o trabalho. Não tinha fotos do museu, então tirei do panfleto que estava na minha mala. 😛 

Até a próxima.