Brasileiros afetados pela crise de 2008 …

Depois de muitas tentativas fracassadas de reinserção profissional no Japão, mais de 70 mil brasileiros decidiram reconstruir a vida no Brasil, após vários anos de ausência.

Esta é a dura realidade abordada pelo documentário produzido por Adriana Nakamura e que será lançado no início de setembro de 2012, no Bunkyo de São Paulo, durante um seminário chamado “Crise Econômica e Retorno”.

O documentário é o resultado do trabalho de conclusão de curso de jornalismo, que segundo a autora, o trabalho é uma homenagem feita aos seus pais, Pedro e Maria, que trabalharam duro como dekasseguis e que, apesar das dificuldades que passaram, nunca permitiram que ela deixasse de estudar.

O documentário é um excelente material que aborda o assunto da crise de 2008 e ainda conta um pouco da vida dos brasileiros no Japão, sob o ponto de vista de diversos intrevistados. Dividido em 4 partes, o trabalho está disponível no Youtube, mas também pode ser visto abaixo:




Quem quiser, e puder, ajude a divulgar esta obra.

Até a próxima! 😉

 

Fonte: http://www.alternativa.co.jp

A volta ao mundo em alguns cliques …

Hoje em dia não precisamos mais de um balão para “dar a volta ao mundo”. Inclusive nem precisamos mais dos “80 dias”! Basta ter uma conexão de banda larga com a Internet e acessar o Google Maps (http://maps.google.com)! Se for com o Google Chrome e com o plugin do Street View instalados, melhor ainda! 🙂

Ontem a noite, após o jantar em família, resolvemos curtir uma “viajem” instantânea para vários destinos turísticos ao redor do mundo! Com o advento do Street View, o passeio só não fica mais perfeito pois não se pode sentir e ouvir os aromas e barulhos do local que se está visitando (garanto que por pouco tempo!), mas para uma curiosa rápida olhada no locais, é um recurso muito interessante e divertido.

Acho que você também deveria tentar! Viajar é muito bom … 😀

Ficamos frustrados … (!)

Nos 15 primeiros dias de volta ao Brasil, nós ficamos hospedados na casa de parentes em São Paulo. Logo nos primeiros dias,  fomos a um hipermercado próximo de onde estávamos para comprar um novo par de escovas de dentes.

O “passeio” pelo hipermercado não teve nada de especial, passamos por vários corredores, olhamos vários itens, mas acabamos saindo da loja apenas com o par de escovas que havíamos ido buscar!

A “grande surpresa” e a frustração veio mesmo na hora em que passamos pelo caixa para pagar o produto que havíamos pego. Não consigo me lembrar da marca das escovas, mas lembro bem que era uma promoção daquelas “leve 2 e pague 1” e, que o produto estava anunciado na prateleira por R$5,99!

Ao passar pelo caixa, a operadora registrou o produto e em seguida perguntou se haveria outro produto a ser adicionado. Sinalizei que era apenas aquilo e ela  respondeu: “R$5,99 senhor”.

Até aí, sem problemas. Tirei 3 notas de R$2,00 da carteira e entreguei à operadora. Ela, naturalmente, pegou as notas e as colocou na gaveta do caixa, fechou a gaveta, confirmou o pagamento no sistema e cruzou os braços olhando para nós, que estávamos ainda parados em frente ao caixa!

Alguns longos segundos se passaram enquanto a Ari e eu olhávamos perplexos para a operadora de caixa, até que perguntamos:

– E o nosso troco?

– Ah, é difícil né senhor! – respondeu a operadora

– Como assim, é difícil?! – perguntei perplexo – eu gostaria do meu troco, falei para a operadora.

– É difícil ter este troco senhor! Se o senhor quiser, pode pedir no “Atendimento ao Cliente” – respondeu ela!

Muito indignados e frustrados com a situação, agradecemos  a operadora e saímos.  Agora, tenho que confessar que o mais frustrante de tudo foi o que a minha mãe nos falou ao comentarmos do caso … “ai meu filho é até uma vergonha pedir o troco de 1 centavo”, disse ela!

Vergonha (?!) … acho que vergonhoso mesmo é uma loja comercial, seja ela qual for, não ter o troco correto para das aos seus clientes, mesmo que seja apenas um mísero R$0,01, afinal, dinheiro é dinheiro! :/

Bom, tudo bem! Você que está lendo pode até concordar com o que minha mãe nos disse, mas agora, vou explicar o porque de nossa frustração …

Antes de morarmos no Japão, pensávamos desta mesma maneira. Nunca fomos do tipo que se preocupava com o arredondamento feito pelo comércio em geral, no Brasil, especialmente pois este arredondamento de valores faz parte do “jeitinho brasileiro” para facilitar troco, etc … até aí, tudo bem!

Mas, durante o tempo em que moramos no Japão, aprendemos que o dinheiro, por menor que seja a sua quantidade (R$0,01 por exemplo) não deixa de ser dinheiro e, é claro, tem o seu valor!

A moeda do Japão não usa fração de centavos, como no Real. Contudo, com 1 yene, você não consegue comprar nada, assim como com 1 centavo, no Brasil! Porém, se algum produto custar 17 yenes (por exemplo) e você tiver apenas 15 yenes, você não poderá levar! Da mesma forma que se você chegar com 18 yenes, certamente receberá o troco de 1 yene!

Dessa forma, com o tempo, aprendemos a dar valor para cada 1 yene/ centavo que nos é devido ou que temos que pagar e, acabamos esquecendo do “jeitinho brasileiro” de arredondar valores para facilitar troco, etc … mas principalmente, esquecemos da “cara de pau” das operadoras de caixa (claro que existem aqueles que não fazem desta forma) que simplesmente, sem qualquer cerimônia, “esquecem” de ao menos fazer aquela tão famosa e já manjada perguntinha … “Senhor, posso ficar te devendo … ?”

Pelo menos quando havia a “perguntinha”, nós consumidores acabavamos nos sentindo respeitados, já que ao menos o comerciante se mostrava “interessado” em nossa opinião! Agora, sem a perguntinha, o sentimento é de puro descaso e desrespeito, já que trata-se do dinheiro alheio!

Enfim … 🙂

Em breve novos posts!