Comidas e bebidas japonesas para diabéticos

Nesta semana, conversando com um colega de trabalho chileno que se mudou há pouco tempo para o Japão e que está providenciando os detalhes burocráticos pra trazer sua esposa do Chile, escutei o comentário sobre estar preocupado com a falta de opções de alimentos para diabéticos nos mercados tradicionais.

A esposa dele é diabética e dependente de  insulina, por isso resolvi pesquisar na internet e encontrei um post mega interessante em um blog. Veja abaixo a tradução do conteúdo original, em Inglês.

Nota: tomei a liberdade de traduzir apenas as partes mais relevantes do texto, mas se você estiver curioso pra ver o texto na íntegra, siga o link que está no final deste artigo.

Japoneses têm diabetes? Mas eles não são tão magrinhos?

Mesmo que a taxa de obesidade no Japão seja muito baixa, há muitos japoneses sofrendo de diabetes, de ambos os tipos 1 e 2.

Estima-se que aproximadamente 4.000 pessoas morrem anualmente no Japão por doenças relacionadas com a diabetes. Assim, a obesidade pode não ser a única causa da diabetes. De qualquer forma, o tipo 2 é conhecido como um dos grandes males entre adultos no Japão, assim como em várias outras nações do mundo.

Algumas palavras chave para se conhecer:

糖尿病 - to-nyo-byo : diabetes
インシュリン - pronuncia-se  in-shu-rin; também escrito como インスリン - é pronunciado in-su-rin : insulin
血糖値 - ketto-chi : nível de glicose do sangue.

No Japão, a unidade usada para medir o nível de glicose do sangue é mg/dL, assim como nos Estados Unidos. Na Europa e em outros países, usa-se mmol/L.

Como identificar o açúcar?

O kanji que você deve procurar é  糖, que significa qualquer tipo de açúcar, ou substância relacionada com açúcar.

Açúcar puro é 砂糖 (sa-to).

Já a palavra para “sem açúcar” ou “livre de açúcar” (em inglês, sugar-free) é 無糖 (mu-to).

Outras coisas açucaradas:

蜂蜜 ou はちみつ ou  ハチミツ – mel
シロップ - charope
水飴 ou みずあめ - charope de açúcar
飴 ou あめ - bala

Arroz e outros amidos:

Arroz …

Como você provavelmente sabe, a maior parte da culinária japonesa é composta por arroz.

Infelizmente, ambos os grãos branco e marrom ou o o grão médio tem alto índice de GI (índice glicêmico) e GL (carga glicêmica). Então, o jeito é balançar e reduzir a quantidade de arroz consumida na semana, por exemplo 2 ou 3 vezes na semana.

Um problema que ocorre quando se elimina ou reduz drasticamente o arroz de um prato japonês é que você perde o equilíbrio do sabor. Então, você passa a sentir a comida repentinamente muito salgada, ou, muito “qualquer outra coisa”.

A solução óbvia para isso é, simplesmente, cortar o sal, molho de soja e qualquer outro condimento que lhe pareça demasiado.

Outra forma é substituir com um outro alimento que possa quebrar o tempero demasiado da comida, por exemplo: salada sem tempero ou vegetais cozidos e sem sal.

Se você prefere algo mais substancial, tente o abacate ou tofu.

Arroz de sushi

Como o arroz de sushi é, normalmente, feito com uma mistura do arroz branco, vinagre, sal e açúcar, definitivamente não é algo que um diabético deva comer.

Já o sashimi pode ser uma boa opção.

Pão

Pães japoneses normalmente são brancos. Aqueles lindos pães “bolinha” ou “rolo” são comumente adocicados também. Então, é preciso regular o consumo.

Noodles

Macarrão de iron são feitos de farinha de trigo, então, possuem altos índices de GI/GL. O mesmo acontece com o macarrão usado em lamen e yakisoba.

O índice de CI/GL é tão alto quanto o do macarrão tradicional.

O harusame (ou macarrão transparente) é feito com batata ou outra forma de amido,  portanto, não são de “baixo” índice de GI.

O único macarrão com baixo GI/GL que você pode conseguir no Japão é o shirataki.

E sobre o mirin, saque e açúcar usados na culinária japonesa?

Muitos dos pratos tradicionais japoneses levam uma combinação de açúcar, saque e ou mirin. Açúcar também é usado em outras coisas como milhos e marinados.

Açúcar é obviamente açúcar. O saque regular e mirim também possuem uma taxa de açúcar produzida durante o processo de fermentação.

Porém, normalmente estes produtos são usados em quantidades tão pequenas que, a menos que seus níveis de açúcar no sangue sejam extremamente altos, ou que seu médico o tenha orientado para não consumi-los, talvez não haja problema.

Miso

O miso também possui uma pequena taxa de açúcar produzida durante sua fermentação, então não exagere.

Molho de soja ou “shoyu”

O molho de soja tradicional não tem açúcar, mas alguns tipos não tradicionais podem levar açúcar em sua composição. Procure ler os rótulos.

Alimento processados

Como em qualquer país, muitos alimentos processados no Japão possuem açúcar, então procure ler os rótulos o máximo possível, procurando pelo kanji de açúcar ensinado no início desse texto, sempre que tiver dúvidas.

 

Bebidas

Não há muitas refrigerantes para diabéticos no Japão. De qualquer forma, a maioria dos chás verdes e chineses (normalmente oolong), que são vendidos quentes ou gelados, não são adocicados e são deliciosos. O chá preto/mate, são normalmente adocicados, mesmo que muito pouco, assim como muitos dos cafés enlatados.

Nota: Eu não sou um médico, mas apenas uma pessoa interessada no assunto. Qualquer opinião expressada acima reflete apenas a minha própria, baseada na experiência e pesquisas em circunstâncias pessoais. Sempre consulte um médico especialista.

Submitted by maki on 2010-09-01 15:10.

Texto original (em inglês):
http://justhungry.com/japanese-food-and-beverages-diabetics-and-low-carb-eaters

Paternidade, marinheiros de primeira viagem…

Depois de um jejum de quase um ano sem escrever (não por falta de vontade, nem por falta de assunto) cá estou eu novamente! 🙂

Durante todo esse tempo em que estive “ausente” do blog, me dediquei a vários objetivos …

Estudei japonês (mas ainda tenho muito pra aprender), passei por um período de muito trabalho na empresa (inclusive com uma viagem ao Brasil), montei uma startup com uns amigos (Stuff In Bag), mas o melhor de tudo foi experimentar pela primeira vez a paternidade e receber meus pais em casa!

Ser pai/ mãe de primeira viagem é uma aventura incrível e repleta de emoções, agora no Japão, é simplesmente muito além disso … Além de tudo novo, o idioma (ou a falta de conhecimento dele) faz com que cada nova necessidade do neném se torne uma aventura tão grande quanto os nossos primeiros dias de Japão foram!

O parto natural é o método mais comum no Japão. Por aqui, as mulheres só são encaminhadas à cesária quando existe alguma justificativa clínica para o caso.

Após o parto, mãe e neném ficam “internados” durante 5 dias (no mínimo), período este em que as mães recebem as orientações iniciais da nova rotina, ou seja, como se trocar fraldas, dar banho, preparação de mamadeiras, etc.

Bom, mas vou deixar estes detalhes pra Ari contar no blog que ela criou para contar toda a experiência de mães de primeira viagem, no Japão, em busca de ajudar outras pessoas como nós. Não deixem de curtir e acompanhar. 😉

O endereço do blog dela é: http://maenojapao.wordpress.com/

Vamos que vamos. Até a próxima.

Exames de proficiência de Inglês.

The book is on the table“! Imagino que esta seja uma das primeiras frases que se aprende ao iniciar os estudos de Inglês. Se não for a primeira, pelo menos é a mais famosa! 🙂

T.O.E.I.C Certificate Example. Score: 875
Fazer um curso de idiomas é muito bacana e gratificante, especialmente quando existe a real vontade de aprender, não apenas para satisfazer os anseios de pais, ou, cumprir com a grade curricular do colégio ou faculdade!

Aprender um segundo ou terceiro idioma, além de divertido, pois lhe permite fazer novos amigos internacionais, também abre várias novas oportunidades de evolução na carreira e crescimento pessoal.

Com a “globalização”, está ficando cada vez mais comum as empresas pedirem que os candidatos a emprego tenham, pelo menos, o conhecimento de um segundo idioma, que normalmente é o Inglês.

Para muitas destas empresas, considerando que o Brasil possui várias escolas de idiomas muito bem conceituadas e que algumas delas, inclusive, possuem unidades espalhadas pelo Mundo, basta que o candidato apresente um certificado de conclusão do curso, emitido por alguma dessas escolas, ou ainda, que converse um pouco com o entrevistador no idioma escolhido, para que esta habilidade seja aceita.

Porém, quando falamos de oportunidades internacionais, sejam as de emprego ou as de ingresso em instituições de ensino, normalmente, o simples certificado emitido por escolas de idiomas não tem qualquer valor, pois estas não tem um reconhecimento internacional.

É preciso comprovar!

É justamente neste ponto que entram os testes de proficiência. Existem diferentes testes amplamente aceitos pelo Mundo, contudo, normalmente existe um tipo de exame que é mais aceito para algumas atividades do que outros. Por exemplo:

Sigla Nome Descrição
T.O.E.I.C Test of English for International Communication Segundo o Wikipedia, o “Teste de Inglês para comunicação internacional” (em tradução livre) é um dos exames com maior aceitação mundial para o mundo dos negócios;
T.O.E.F.L Test of English as a Foreigner Language Segundo o Wikipedia, “Teste de Inglês como um idioma estrangeiro” (em tradução livre) é um dos mais requisitados para estudantes estrangeiros que tentam ingressar em universidades de países nos quais o Inglês é o idioma oficial;
I.E.L.T.S International English Language Testing System Assim como o T.O.E.F.L, o “Sistema Internacional de Teste do Idioma Inglês” (em tradução livre), segundo a Wikipedia, é principalmente requerido para estudantes estrangeiros que tentam ingressar em universidades, mas, ele é aceito especialmente no Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia.

Estes são exames aplicados por entidades internacionalmente reconhecidas e que emplacam em “maior” peso para o currículo do candidato.

Ok! Mas agora voltando a falar da minha experiência … 😛

Bom, já faz um bom tempo que penso em tirar a certificação de proficiência no Inglês! Na verdade, já pensava nisso desde a época em que fazia curso na Cultura Inglesa! Sempre adiei a decisão por conta dos altos custos no Brasil!

Há alguns meses, conversando com um amigo, que é professor de Inglês aqui no Japão, finalmente decidi fazer o exame, pois a escola dele (Home English School) presta assessoria e prepara os candidatos ao T.O.E.I.C.

Com a assessoria deste meu amigo para me inscrever no teste, fiz um simulado na escola dele para ter uma idéia do que esperar como resultado, o que ajudou muito na hora de fazer a prova real, pois no simulado dá para ter a precisa noção de como é o processo da prova e quais as dificuldades durante o teste.

Depois de ter feito o teste, fiquei com a sensação de que eu já deveria ter aplicado para testes como esse muito antes, pois embora um pouco caro, o resultado do investimento feito é a plena comprovação da sua habilidade em outros idiomas!

Então, fica a dica …

Na dúvida entre fazer o não o teste, especialmente por conta do valor do exame? O meu conselho é faça. Sem sombra de dúvidas, vale a pena.

Se você está no Japão e pensa em fazer o exame, a minha sugestão é que você procure fazer um simulado antes para se ambientar! Neste caso, a melhor pessoa e escola que conheço para te ajudar é a Home English School.  Procure pelo Ivan.

Você já fez o teste? O que achou? Compartilhe sua experiência.

Um abraço.

Onde buscar por referências de qualidade?

Você sabe onde buscar a opinião de outros consumidores quando se está interessado em comprar algum produto, ou consumir algum serviço de alguma empresa que anuncia amplamente nas mídias disponíveis?

Pois é! Passamos por este mesmo dilema quando chegamos no Japão pela segunda vez e enquanto folhávamos as revistas e catálogos destinados à comunidade brasileira do Japão.

As várias revistas especializadas na comunidade, especialmente as mais conhecidas , funcionam basicamente como catálogos de anúncios para a venda de produtos e serviços, seja por empresas japonesas, mas principalmente para empreendimentos da própria comunidade, oferecendo seus produtos ou serviços.

Bom, na verdade o grande “problema” não é onde encontrar os anúncios, mas sim como saber que as empresas anunciantes e seus  produtos e serviços são realmente de qualidade? Acreditando que este não é um dilema enfrentado apenas pelos estrangeiros que vivem no Japão, mas sim uma dificuldade de todas as comunidades ao redor do globo, resolvi colocar a mão na massa para “ocupar” esta lacuna, ou pelo menos uma parte dela …

Assim, surgiu o Vailah!. 🙂

Atualização: o Vailah! foi descortinado por várias razões. Hoje não está mais acessível.

O Vailah! é um guia de opiniões, estruturado como uma rede social, onde podemos compartilhar as nossas opiniões sobre as empresas com as quais já tivemos alguma  experiência de consumo (entre produtos e serviços). Se a empresa ainda não estiver cadastrada no site para receber uma avaliação, você mesmo poderá adicionar!

Um centro de referência baseado na confiança mutua dos consumidores e que pode também ser utilizado pelos fornecedores (empresas e profissionais autonomos) para divulgar os seus negócios com base na opinião de seus clientes.

Embora a ideia principal seja a informação sobre as empresas, no Vailah! nós também podemos dar dicas (com fotos) sobre lugares que nos agradam e fazer check-in naqueles onde já estivemos; seguir outras pessoas dentro da rede para acompanhar as opiniões e sugestões delas; etc.

Se você curtiu a idéia e quer ajudar, veja como poderá fazer:

Por enquanto a rede ainda está em versão beta e, por isso, apenas que é convidado tem acesso, mas você pode solicitar o seu convite na página inicial do site, ou, pedir para alguém que já participa te convidar.

O que achou da idéia? Deixe a sua opinião 😉

Museu de Areia em Tottori.

No verão deste ano (2012) resolvemos conhecer alguma praia do arquipélago. A cidade escolhida foi Tottori, que é “point” de turismo por suas belezas naturais e demais atrações. Sobre a viagem em si, falo em outro post. Neste vou comentar sobre o Museu de Areia.

A província de Tottori, segundo a Wikipédia, tem um pouco mais de 600 mil habitantes, o que faz dela a província com o menor número de habitantes do Japão. Ela tem 39 municípios e uma densidade populacional de 176 habitantes por km²!

Um dos mais famosos pontos turísticos da cidade é o Tottori Sand Dunes (Dunas de Areia de Tottori). Com aproximadamente 6 km de extensão, este ponto fica no litoral e é considerado o único “deserto” do Japão.

Repleto de turistas, não é difícil encontrar fotógrafos de plantão e suas potentes máquinas tentando registrar aqueles momentos únicos e exclusivos! 😉

Bem de frente com a região das dunas, fica o Tottori Sand Museum. Este abriga uma coleção de esculturas de areia, cujo tema varia em cada temporada e onde se reúnem artistas de todo o mundo para esculpir tais obras de arte!

No dia em que fomos ao museu, estava acontecendo a 5a edição da exposição “Traveling Around the World in Sand” (em tradução livre, “Viajando pelo Mundo em Areia”) , cujo tema era “The United Kingdom – Legacy of the Great British Empire – Prosperity and Pride of the Royal Family” (em tradução livre, “O Reino Unido – Legado do Grande Império Britânico – Prosperidade e Orgulho da Familia Real”).

As esculturas foram feitas por oito artistas de seis diferentes países, incluindo o Japão que foi representado por Katsuhiko Chaen.

As 16 obras eram impecavelmente bem feitas, com alguns detalhes que só era possível ver bem de perto. Pra quem estiver no Japão e tiver interesse em conhecer, ainda dá tempo! Segundo o flyer da exposição, as obras ficarão expostas até 06 de janeiro de 2013.

Bom, abaixo tem algumas das fotos que tiramos no local:

The Westminster – Center of politics and the history of London
The London Tower
Absolute Monarchism Under the Regime of Queen Elizabeth I
Sand Sculptors

E aí, ficou com vontade de conhecer? 🙂

Um abraço e até a próxima.