Uma nova mudança de endereço! Dessa vez 100% satisfeito.

Na última vez que nos mudamos, na época de Mie para Kanagawa, contratamos uma empresa brasileira para fazer o transporte! Resultado: mega insatisfeito (leia o post no link acima).

Dessa vez, nos mudamos de Kanagawa para Tóquio e contratamos uma empresa de transporte japonesa. Como você já pode estar imaginando, sim, a satisfação foi 100%. E isso não é demagogia.

Bastou uma ligação de 5 minutos e já estava com a visita do agente da empresa marcada. Ele foi pontual, chegou em casa no horário marcado para avaliar tudo o que seria transportado e passar o orçamento. No melhor estilo, estava vestido formalmente e trazia consigo todo o material necessário.

Passamos por todos os cômodos do apartamento, expliquei o que seria transportado e o que eu me desfaria antes da mudança. Simples assim, no final da conversa, ele me apresentou um orçamento onde já estava incluso a retirada e reinstalação do ar-condicionado.

Assinei e ele correu no carro para buscar as 60 caixas de vários tamanhos para eu embalar minhas coisas, sem custo adicional.

No dia da mudança, dois caminhões chegaram em casa. Não que usei os dois, mas um foi enviado para backup. Os funcionários forraram todo o caminho (pisos e paredes) com protetores, desmontaram móveis e embalaram o que ainda faltava. Sem custos adicionais!

Em pouco mais de 2 horas já estavam prontos pra partir. 

Sessenta quilômetros depois, uma hora e meia mais tarde, os caminhões estavam parados na frente do novo endereço. A descarga levou cerca de outras 2 horas e 40 minutos, com os rapazes da empresa de mudança colocando as caixas dentro do apartamento, já separadas nos devidos cômodos (de acordo com as anotações em cada caixa) e remontando os móveis nos locais indicados!

Ufa, acabou! Não, ainda não.

Para a nossa surpresa, o funcionário (líder da equipe) me entregou um pequeno folheto de enquete anônima, o qual eu poderia preencher e enviar pelo correio sem nem mesmo precisar pagar o selo, e me entregou um celular, no qual já aguardava na linha uma pessoa da central de relacionamento com o cliente pra saber se eu tinha alguma dúvida ou reclamação em relação ao serviço prestado! 

Okay! Feito o pagamento, recibo entregue, os rapazes se despediram, juntaram todos os equipamentos e forros utilizados no transporte e seguiram seu rumo.

Resultado? 100% satisfeito.

Assim como essa, existem dezenas de outras empresas de transporte que prestam serviços com a mesma qualidade. Contudo, se você estiver curioso, ou precisar do mesmo serviço, este é o nome e telefone da empresa que contratei: おかだ引越センター ( Okada Hikoshi Center ) , telefone: 0120-55-2121.

Brasileiros afetados pela crise de 2008 …

Depois de muitas tentativas fracassadas de reinserção profissional no Japão, mais de 70 mil brasileiros decidiram reconstruir a vida no Brasil, após vários anos de ausência.

Esta é a dura realidade abordada pelo documentário produzido por Adriana Nakamura e que será lançado no início de setembro de 2012, no Bunkyo de São Paulo, durante um seminário chamado “Crise Econômica e Retorno”.

O documentário é o resultado do trabalho de conclusão de curso de jornalismo, que segundo a autora, o trabalho é uma homenagem feita aos seus pais, Pedro e Maria, que trabalharam duro como dekasseguis e que, apesar das dificuldades que passaram, nunca permitiram que ela deixasse de estudar.

O documentário é um excelente material que aborda o assunto da crise de 2008 e ainda conta um pouco da vida dos brasileiros no Japão, sob o ponto de vista de diversos intrevistados. Dividido em 4 partes, o trabalho está disponível no Youtube, mas também pode ser visto abaixo:




Quem quiser, e puder, ajude a divulgar esta obra.

Até a próxima! 😉

 

Fonte: http://www.alternativa.co.jp

Novo controle de permanência de estrangeiros no Japão

Olá!

Já faz algum tempo que tenho pensado em escrever sobre este assunto, mas com a correria do dia-a-dia, sempre acabo deixando o blog em segundo plano! Bom, mas hoje é o dia … 😉

Assim como no Brasil, todo o estrangeiro que pretende residir no Japão precisa ter um registro. No Brasil, este registro se chama “Registro Nacional de Estrangeiros – RNE”. Aqui, atualmente, é chamado de “Gaikokujin Tourokushou”, ou, “Gaijin Touroku”, como é informalmente conhecido e que tem o mesmo significado de RNE.

O registro deve ser feito na prefeitura da cidade de residência do estrangeiro, quando sua intenção de permanência no país supera os 90 dias. Mas este modelo de registro já está com os dias contados!

Conforme os comunicados oficiais do Governo Japonês, a partir de 9 de julho de 2012, um novo sistema de controle de permanência começará a valer, substituindo gradativamente o sistema atual.

Neste novo modelo existem algumas diferenças importantes em relação ao modelo atual. São elas:

  1. O estrangeiro receberá um novo “Cartão de Permanência”, que será chamado de “Zairiu Card” e que terá (dentre outras coisas) um microchip integrado para evitar a falsificação, onde serão registrados todos os dados do cartão e mais alguns que se julguem necessários;
  2. O prazo máximo de visto concedido para o estrangeiro passará de 3 para 5 anos, de acordo com regras específicas para cada um dos (muitos) tipos de vistos existentes;
  3. Com este novo sistema, será introduzido também a “Permissão de Entrada Considerada”, ou “Minashi Sainyukoku Kyoka”. Isso permitirá que (a via de regra), o estrangeiro que sair do Japão e retornar dentro de 1 ano não precisará mais solicitar o “Re-entry”, desde que seu passaporte e/ou cartão de permanência estejam válidos.
  4. O atual certificado de registro de estrangeiro será abolido, mas continuará sendo considerado válido, em substituição ao novo cartão de permanência, por um período determinado até que os prazos para a substituição sejam encerrados.

Com a implantação do novo sistema, o controle também deixará de ser feito nas prefeituras das cidades e passará a ser feito na Imigração, o que significa que haverá um controle centralizado para um acompanhamento mais intenso dos estrangeiros residentes no arquipélago.  Assim, todas as alterações cadastrais do estrangeiro terão que serem feitas junto à Imigração, geralmente com escritórios em grandes centros urbanos do país.

Mais informações podem ser obtidas no site oficial do Departamento de Imigração Japonês:

http://www.immi-moj.go.jp/newimmiact_1/pt/index.html (em Português)

É isso ae! Um abraço e até a próxima.

Nossa segunda viagem ao Japão. Parte 1

Da primeira vez em que viemos ao Japão, viajamos pela Lufthansa. Embarcamos em São Paulo, fizemos escala em Frankfurt, em Tokyo e desembarcamos em Nagoya (clique aqui e relembre a nossa primeira viagem).

Desta vez, resolvemos fazer um itinerário diferente e aproveitar um pouco mais, por isso, escolhemos viajar pela TAM/ANA, via Paris, ambas empresas membros da Star Alliance. O primeiro trecho da viagem, entre São Paulo e Paris, foi operado pela TAM, os demais trechos operados pela ANA.

A viagem foi ótima em todos os sentidos.

No primeiro trecho viajamos de A330, um avião novo e moderno, com um espaço entre poltronas surpreendente para o padrão econômico. Durante todo o voo, o comandante ascendeu o aviso de turbulência apenas uma vez e por um pequeno período. Ao nosso lado, um casal que estava indo prestigiar a formatura do filho que estava se formando engenheiro.

Diferente da primeira vez, neste trecho contamos com comissários falando em Português o tempo todo e, diga-se de passagem, bem mais simpáticos do que a tripulação alemã. Não podemos reclamar da comida servida pela TAM e tão pouco do leque de entretenimento a disposição dos passageiros, em suas telas touch individuais. Bons filmes, vídeos, música e até jogos estavam disponíveis.

A aventura mesmo estava em Paris! 😉

Desta vez, resolvemos aproveitar um pouco mais a escala obrigatória e decidimos por fazer um stop-over de 1 dia em Paris. Reservamos o hotel pela Internet, através do site http://booking.com que, diga-se de passagem, nos ofereceu um excelente suporte com atendimento em Português.

Em Paris, aterrisamos no aeroporto Charles de Gaulle. Na imigração, foi relativamente simples. Bastou apresentar o passaporte e lá estava o carimbo com a data de entrada no país! Sem perguntas ou pedidos de reserva de hoteis, dinheiro pra gastar no país, etc.

Pra não ficar zanzando com as bagagens durante nosso passeio (estávamos com 4 malas de 32Kg cada e mais 2 mochilas) escolhemos deixar as malas no Bagages Du Monde, uma empresa especializada em guardar/ enviar as suas bagagens pela Europa. O custo para deixar as 4 malas, por 24 horas, foi de 60,00 Euros.

O grande problema foi transportar toda essa bagagem do Terminal 1, onde desembarcamos, até o Terminal 2, onde fica localizada esta Empresa! Pra chegar de um terminal ao outro, é preciso pegar um pequeno trem, que roda apenas dentro do aeroporto. O problema é que o acesso a este trem não é muito fácil para quem está com muitas e pesadas malas.

Enfim, depois de umas 3 horas no aeroporto, deixando as malas no guarda-volumes e fazendo um pequeno lanche, fomos nos aventurar no metro de Paris, pois precisávamos chegar ao hotel, que ficava perto da famosa estação de trem Gare Du Norde.

A compra dos tickets é um processo simples, mas para nós, foi um desafio. Pra que tantos tickets diferentes?! 😀 Bom, na máquina de tickets, você escolhe qual o tipo de transporte você precisará, por exemplo: para ir do aeroporto à Paris ou para rodar dentro de París, com trem, ônibus ou metro. Feita a compra, é só embarcar …

A parte mais legal disso tudo, é que em momento nenhum passamos aperto para pedir informações. Apesar dos rumores de que franceses não tratam muito bem aqueles que falam Inglês, não tivemos qualquer problema com isso. Muito pelo contrário. Foi muito fácil encontrar franceses que falavam muito bem o Inglês! No Japão, já não é tão fácil assim.

Dentro do trem, sentido à Paris, a vista que se tem ao olhar pelas janelas é de construções que lembram muito o Brasil, inclusive pelas contínuas e bem desordenadas pichações e grafites espalhados pelos muros e paredes dos prédios e casas. Nem mesmo os vagões dos trens escapam. Mas no miolo da cidade, é completamente diferente! Lá você encontra uma arquitetura única e grandiosa, muito bela e imponente. Um prédio grudado no outro, algumas ruas bem largas e outras muito, mas muito estreitas. O trânsito, ah o trânsito!!! Esse é terrível! 😀

Continua (…)

Mudança internacional

O processo para contratar um mudança Japão-Brasil é simples e relativamente barato, se considerarmos que seus pertences serão remetidos ao outro lado do mundo. Por aproximadamente U$ 700,00 vc manda uma caixa de 0,5 m³ da sua casa no Japão até a sua casa no Brasil.

O preço independe do peso, mas sim do volume cúbico que suas coisas ocuparão no container da empresa. Assim, quanto mais coisa se leva, proporcionalmente, mais barato fica! A encomenda viaja de um continente ao outro de navio, levando entre 90 a 120 dias para chegar ao seu destino. Neste tempo, que é prometido pelas empresas de transporte, estão contabilizados o tempo em que a(s) caixa(s) ficaram estacionadas nos portos (Japão/ Brasil), aguardando as devidas autorizações de saída e entrada nos países.

Muitas famílias que retornam ao Brasil, usam esse tipo de serviço, especialmente aquelas que passam muitos anos aqui, já que com o tempo vão adquirindo bens móveis de qualidade e que não vale a pena serem deixados para trás. Pra nós, esse não foi o caso, pois além de termos ficado pouco tempo na terra do sol nascente, morávamos em um apartamento semi-mobiliado, não sendo necessário adquirir outros móveis (até por questão de espaço). =)

Nas revistas da comunidade, especialmente na crise, os anúncios de empresas que prestam esse tipo de serviço lotam as primeiras páginas de todas as edições.