Gigante vs Startup, por que deixei a gigante do e-commerce para entrar na startup de robótica!

Este é um tema muito interessante. Por que muitos deixam as gigantes de TI para apostar em pequenas startups?

Bom, vamos ao meu caso.

Há pouco mais de 2 anos, fui contratado como engenheiro de frontend pela Rakuten, atualmente uma gigante de tecnologia, nascida no Japão e com mais de 70 diferentes serviços espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil.

O escritório matriz da empresa fica em Tóquio e é ao melhor estilo de alto padrão do que vemos sobre empresas de tecnologia do Vale do Silício. O prédio conta com tecnologia de ponta, cafeterias, refeitórios com refeições gratuitas, academia, lavanderia e até restaurante de luxo!

Cerca de 12 salas de reuniões com paredes de vidro, mobília customizadas e dois displays de 50″ cada, em cada um dos 20 e tantos andares do prédio, além de centenas de mesas conectadas em ilhas/corredores circundadas por sofás, mesas elevadas, mais televisores de 50″, plantas, paredes de quadro branco e muitas pessoas, era o cenário no qual eu trabalhava! 

Eu estava alocado em uma equipe especializada em UI/ Frontend, no Centro de Excelência e Experiência do Usuário e estava trabalhando com projetos de serviços secundários ou internos, mas nada realmente desafiador ou que fosse ter um resultado fenomenal, como produto!

Eu não estava, de fato, procurando emprego, mas fui apresentado a uma oportunidade de entrar em um projeto muito mais animador, muito mais promissor no mundo da robótica autônoma. 🙂 

Este era um dos projetos da Rapyuta Robotics, startup nascida como spinoff de projetos de doutorado dos seus fundadores, na universidade de Zurich, onde trabalho atualmente como engenheiro sênior de UI/UX. 

A empresa também tem sua sede em Tóquio e conta com apenas 50 pessoas, divididas em 3 escritórios (Tóquio, Zurich e Bangalore) mas, apesar de ter um ambiente bem bacana, moderno, organizado e cheio de drones ao redor, frutas e sucos de graça, tem uma estrutura muito mais simples que a da Rakuten.

“Então, por que diabos você trocou uma pela outra?” Você deve estar se perguntando agora!

Pra falar a verdade, acho que até já dei a resposta! Basicamente, na Rakuten, eu estava na minha zona de conforto. Estava me sentindo estagnado. O brilho nos olhos fora substituído pela opacidade da burocracia.

Por ser uma empresa tão grande, a evolução na carreira estava sendo muito lenta, os desafios reais muito pequenos e por fim, claro, o reconhecimento financeiro não estava adequado.

Mudar os ares me trouxe mais motivação, mais desafios e mais aprendizado. A empresa é menor, o produto é revolucionário e a minha opinião e resultado fazem toda a diferença, para o bom e para o ruim. Tenho que fazer o meu melhor e ter certeza de que sempre estou melhorando as minhas capacidades.

Tudo isso, me faz sempre ir em frente, buscar melhores condições pra minha vida e pra minha família. 🙂 

Você trocaria?

A rotina de trabalho japonesa

Uma boa parte dos nossos conterrâneos, que vivem e trabalham no Japão, vem com o sonho de chegar aqui, trabalhar duro para juntar uma grana e voltar ao Brasil para conquistar alguns sonhos de consumo, ou mesmo, pagar dívidas que foram criadas por tais sonhos.

Isso faz com que esta galera, pelo menos no início, chegue extremamente focada e dedique 100% do seu tempo livre ao trabalho, fazendo exagerados números de horas extras e esquecendo de reservar um tempo para estudar, se aperfeiçoar, ou mesmo tirar um tempo para relaxar a cabeça e o corpo.

Com isso, a jornada de trabalho (para quem trabalha na indústria) é longa e árdua, chegando a ser de até 16 horas diárias de trabalho, de segunda a sábado e, por vezes, de segunda a segunda, dependendo do calendário da empresa. Contudo, é claro, o retorno financeiro é certo.

Na medida em que o tempo passa, a rotina exaustiva e a falta de tempo, faz com que a maioria dessas pessoas perca o foco e comece a gastar seu ganho com futilidades , adiando o sonho do início e criando uma falsa imagem de que o Japão é um péssimo país para se viver, pois aqui só se trabalha, pois existe preconceito, etc.

Preconceito com estrangeiros existe sim, mas isso é assunto pra outra hora.

Bom, no meu ponto de vista, a jornada de trabalho do Japão é igual a de muitos países do Mundo, incluindo o Brasil. O que realmente é diferente é a forma como os japoneses encaram a rotina de trabalho.

Enquanto os brasileiros enxergam a família em primeiro lugar, os japoneses enxergam o trabalho. Para eles, segundo o que me contaram, “sem trabalho não se tem dinheiro, e sem dinheiro, não se tem família”. Já o brasileiro, no meu ponto de vista, pensa que a família está a frente até do dinheiro, pois “posso estar sem dinheiro, mas ainda assim, terei uma família”!

Em um escritório tradicional japonês, reza a lenda que, os funcionários seguem uma rígida regra de “etiqueta”, onde “não se pode ir embora” antes do chefe, mesmo que o seu trabalho já tenha sido concluído. Neste caso, acabam ficando muitas horas desnecessárias e, eventualmente, improdutivas e certamente não remuneradas. Esta rotina acaba se tornando cansativa e desmotivadora para todos.

Bem, essa regra não se aplica à todos. Dizem que não há problemas se você não ficar até mais tarde, cumprindo rigorosamente o seu horário de trabalho, desde que suas tarefas estejam feitas. Mas, ainda segundo os japoneses, “aquele que não se sacrifica pela empresa, também não deve esperar por uma promoção ou aumento no salário”.

A “boa notícia” é que muitas empresas japonesas estão dispostas a contratar estrangeiros. Algumas delas, embora muito poucas ainda, estão indo além e estão buscando se adaptar para a globalização, trazendo para o ambiente corporativo os “novos conceitos” ocidentais, mas preservando a qualidade nipônica!

O novo perfil dos dekasseguis.

No Japão pela segunda vez, junto com meu marido, é impossível não notar que a mentalidade dos brasileiros que imigram para o Japão com o intuito de trabalhar, mudou de uns tempos pra cá.

Desde que o movimento dekassegui teve início, a partir do fim do anos 80, muitos brasileiros descendentes de japoneses decidiram imigrar para o Japão em busca de melhores salários e com o intuito de dar melhores condições de vida para seus familiares.

Assim, sujeitavam-se à vários tipos de trabalhos (considerados, pesados, sujos ou perigosos pelos japoneses), em geral, em fábricas que vendem serviços para as indústrias automobilística e de eletrônicos, mas em troca de um ótimo salário.

Muitos desses brasileiros têm alta escolaridade, possuem diploma, mas por não terem o conhecimento do idioma japonês, acabam trabalhando nas fábricas.

Mesmo após tantas crises econômicas, o número de brasileiros que vem ao Japão para trabalhar, só aumentou no decorrer dos anos, porém, o “novo dekassegui”, seja com estudo, formação superior ou não, tem procurado se aperfeiçoar no idioma, e profissionalmente, buscando cursos técnicos, e até mesmo faculdade à distância.

Desta forma, tornam-se aptos para concorrer a vagas no mercado de trabalho japonês, não somente as vagas em fábricas, mas sim àquelas que exigem um conhecimento especifico.

E assim, abre-se um leque de opções considerável para os que buscam uma rotina um pouco mais tranqüila daquela conhecida nas fabricas, pois o dekassegui passa a ter mais tempo para estudar e se aperfeiçoar cada vez mais.

Fico feliz sempre que conheço uma história deste tipo. De brasileiros que vieram para cá, e com muita força de vontade conseguiram sair das fabricas e estão levando uma vida “normal”, conseguindo estudar e se sustentar. E fico mais feliz ainda que isto tem se tornado muito comum! 🙂 Sinal que, aos poucos, mas o Japão e consequentemente o povo japonês, está cada vez se adaptando e se abrindo aos estrangeiros de um modo geral.

Claro, sem tirar o mérito daqueles que trabalham nas fabricas, pois não é uma rotina fácil. Trabalha-se muito!

Ganbatte!!! 😉

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros

A busca por trabalho fora das fábricas.

Logo que chegamos no Japão, já começamos a busca por trabalho. Também fizemos isso na primeira vez que viemos, relembre aqui.

Cada uma das nacionalidades estrangeiras que vivem no Japão tem diferentes padrões para aquelas atividades mais fáceis de se encontrar trabalho.

Para os brasileiros o caminho mais comum é o do trabalho em fábrica. Não sei dizer se isso tem relação direta com a escolaridade, especialização técnica, ou mesmo, com fatos históricos, como o da imigração de japoneses ao Brasil na época da guerra, onde eles também eram normalmente direcionados aos trabalhos agrícolas!

Mas o fato é que trabalhar em fábricas é normalmente o caminho mais fácil e rápido de se arrumar um trabalho por aqui.

Bom, mas também é fato que este não é o único caminho!

Desta vez, o nosso objetivo de retornar ao Japão nos pedia um tipo de trabalho mais gratificante, motivador e desafiador do que os rotineiros e braçais trabalhos industriais! Queremos algo que nos ajude a crescer pessoal e profissionalmente, com a preferencia de seguirmos em nossas áreas.

Encontrar um trabalho “fora de fábrica” é sem duvida nenhuma uma tarefa nada fácil, pois envolve uma infinidade de variáveis e não depende apenas de voce, mas também sem qualquer dúvida, não é impossível.

Pra resumir: é necessário sonhar, mas mais do que isso, é preciso ter iniciativa, ser persistente e acima de tudo, acreditar.

Vou lhes contar a minha experiência …

Ao todo, desde que chegamos pela segunda vez no Japão, foi mais de um ano de intensivas buscas por uma oportunidade!

Ao longo deste desgastante processo, fiz diversas entrevistas (por telefone, pela Internet e pessoalmente). Também perdi a conta de com quantos recrutadores (head hunters) conversei.

Me cadastrei no site de muitas empresas “especializadas” na colocação de estrangeiros em companhias japonesas e preparei muitos currículos. Fui algumas vezes para Tóquio, de carona com amigos (saindo de madrugada e voltando a noite), ou, de ônibus (embarcando à noite para chegar pela manhã na cidade e retornar na noite seguinte).

Muitas foram as vezes que não recebi o feedback das empresas (algumas delas mesmo depois de passar por varias etapas de seleção) e, também, fiquei por vários dias “me torturando” na espera …

Por alguns momentos pensei em desistir! Mas depois, novamente ganhei forças, quando pensava que fazendo isso, todo o esforço seria jogado ao lixo …

Enfim, muito algum tempo depois, graças a Deus, ao incansável esforço de alguns amigos e também ao carinho, paciência e apoio incondicional da minha esposa (Arianne), encontrei uma excelente oportunidade, que se mostrou ainda melhor do que aquela que estávamos buscando! 🙂

Hoje, com o voto de confiança das pessoas e da empresa que acreditou no meu potencial, estou trabalhando na minha área de formação (TI), onde posso agregar valor como profissional, inclusive usando muito do meu perfil empreendedor, e também, onde posso aprender muito no ambiente ao qual estou inserido.

Foi um caminho (realmente) longo, muito mais longo do que qualquer outro que eu já tinha trilhado antes, mas conseguimos transpor de cabeça erguida e tirar uma enorme lição disso tudo, o que nos fez crescer ainda mais como pessoas.

Então, aproveito para deixar aqui o meu especial agradecimento à todos vocês* (nomes e agradecimentos especiais no final) que participaram diretamente comigo desse desafio e que estiveram o tempo todo acreditando no meu potencial e sonho. Também aos que indiretamente nos motivaram e trouxeram boas energias, mesmo distantes fisicamente.

Obrigado.


* Agradecimento especial para:

Deus:
Por permitir-nos ter saúde e disposição para continuar em frente.

Arianne:
Minha amada esposa. Sou louco por você! 😉
Nada disso seria possível sem o seu apoio!

Aline e Diego:
Por toda a sua alegria e motivação, que nos impulsionou na direção certa.

Hélio:
Pelo apoio, conselhos, visão e paciência desde que nos conhecemos!

Ernesto:
Pelo apoio e paciência ao longo desta e de outras jornadas!

James:
Por acreditar no meu potencial.
(Thanks for trust in my potential!)


E você, já passou por algo parecido? Compartilhe. 😉

Exames de proficiência de Inglês.

The book is on the table“! Imagino que esta seja uma das primeiras frases que se aprende ao iniciar os estudos de Inglês. Se não for a primeira, pelo menos é a mais famosa! 🙂

T.O.E.I.C Certificate Example. Score: 875
Fazer um curso de idiomas é muito bacana e gratificante, especialmente quando existe a real vontade de aprender, não apenas para satisfazer os anseios de pais, ou, cumprir com a grade curricular do colégio ou faculdade!

Aprender um segundo ou terceiro idioma, além de divertido, pois lhe permite fazer novos amigos internacionais, também abre várias novas oportunidades de evolução na carreira e crescimento pessoal.

Com a “globalização”, está ficando cada vez mais comum as empresas pedirem que os candidatos a emprego tenham, pelo menos, o conhecimento de um segundo idioma, que normalmente é o Inglês.

Para muitas destas empresas, considerando que o Brasil possui várias escolas de idiomas muito bem conceituadas e que algumas delas, inclusive, possuem unidades espalhadas pelo Mundo, basta que o candidato apresente um certificado de conclusão do curso, emitido por alguma dessas escolas, ou ainda, que converse um pouco com o entrevistador no idioma escolhido, para que esta habilidade seja aceita.

Porém, quando falamos de oportunidades internacionais, sejam as de emprego ou as de ingresso em instituições de ensino, normalmente, o simples certificado emitido por escolas de idiomas não tem qualquer valor, pois estas não tem um reconhecimento internacional.

É preciso comprovar!

É justamente neste ponto que entram os testes de proficiência. Existem diferentes testes amplamente aceitos pelo Mundo, contudo, normalmente existe um tipo de exame que é mais aceito para algumas atividades do que outros. Por exemplo:

Sigla Nome Descrição
T.O.E.I.C Test of English for International Communication Segundo o Wikipedia, o “Teste de Inglês para comunicação internacional” (em tradução livre) é um dos exames com maior aceitação mundial para o mundo dos negócios;
T.O.E.F.L Test of English as a Foreigner Language Segundo o Wikipedia, “Teste de Inglês como um idioma estrangeiro” (em tradução livre) é um dos mais requisitados para estudantes estrangeiros que tentam ingressar em universidades de países nos quais o Inglês é o idioma oficial;
I.E.L.T.S International English Language Testing System Assim como o T.O.E.F.L, o “Sistema Internacional de Teste do Idioma Inglês” (em tradução livre), segundo a Wikipedia, é principalmente requerido para estudantes estrangeiros que tentam ingressar em universidades, mas, ele é aceito especialmente no Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia.

Estes são exames aplicados por entidades internacionalmente reconhecidas e que emplacam em “maior” peso para o currículo do candidato.

Ok! Mas agora voltando a falar da minha experiência … 😛

Bom, já faz um bom tempo que penso em tirar a certificação de proficiência no Inglês! Na verdade, já pensava nisso desde a época em que fazia curso na Cultura Inglesa! Sempre adiei a decisão por conta dos altos custos no Brasil!

Há alguns meses, conversando com um amigo, que é professor de Inglês aqui no Japão, finalmente decidi fazer o exame, pois a escola dele (Home English School) presta assessoria e prepara os candidatos ao T.O.E.I.C.

Com a assessoria deste meu amigo para me inscrever no teste, fiz um simulado na escola dele para ter uma idéia do que esperar como resultado, o que ajudou muito na hora de fazer a prova real, pois no simulado dá para ter a precisa noção de como é o processo da prova e quais as dificuldades durante o teste.

Depois de ter feito o teste, fiquei com a sensação de que eu já deveria ter aplicado para testes como esse muito antes, pois embora um pouco caro, o resultado do investimento feito é a plena comprovação da sua habilidade em outros idiomas!

Então, fica a dica …

Na dúvida entre fazer o não o teste, especialmente por conta do valor do exame? O meu conselho é faça. Sem sombra de dúvidas, vale a pena.

Se você está no Japão e pensa em fazer o exame, a minha sugestão é que você procure fazer um simulado antes para se ambientar! Neste caso, a melhor pessoa e escola que conheço para te ajudar é a Home English School.  Procure pelo Ivan.

Você já fez o teste? O que achou? Compartilhe sua experiência.

Um abraço.