Museu de Areia em Tottori.

No verão deste ano (2012) resolvemos conhecer alguma praia do arquipélago. A cidade escolhida foi Tottori, que é “point” de turismo por suas belezas naturais e demais atrações. Sobre a viagem em si, falo em outro post. Neste vou comentar sobre o Museu de Areia.

A província de Tottori, segundo a Wikipédia, tem um pouco mais de 600 mil habitantes, o que faz dela a província com o menor número de habitantes do Japão. Ela tem 39 municípios e uma densidade populacional de 176 habitantes por km²!

Um dos mais famosos pontos turísticos da cidade é o Tottori Sand Dunes (Dunas de Areia de Tottori). Com aproximadamente 6 km de extensão, este ponto fica no litoral e é considerado o único “deserto” do Japão.

Repleto de turistas, não é difícil encontrar fotógrafos de plantão e suas potentes máquinas tentando registrar aqueles momentos únicos e exclusivos! 😉

Bem de frente com a região das dunas, fica o Tottori Sand Museum. Este abriga uma coleção de esculturas de areia, cujo tema varia em cada temporada e onde se reúnem artistas de todo o mundo para esculpir tais obras de arte!

No dia em que fomos ao museu, estava acontecendo a 5a edição da exposição “Traveling Around the World in Sand” (em tradução livre, “Viajando pelo Mundo em Areia”) , cujo tema era “The United Kingdom – Legacy of the Great British Empire – Prosperity and Pride of the Royal Family” (em tradução livre, “O Reino Unido – Legado do Grande Império Britânico – Prosperidade e Orgulho da Familia Real”).

As esculturas foram feitas por oito artistas de seis diferentes países, incluindo o Japão que foi representado por Katsuhiko Chaen.

As 16 obras eram impecavelmente bem feitas, com alguns detalhes que só era possível ver bem de perto. Pra quem estiver no Japão e tiver interesse em conhecer, ainda dá tempo! Segundo o flyer da exposição, as obras ficarão expostas até 06 de janeiro de 2013.

Bom, abaixo tem algumas das fotos que tiramos no local:

The Westminster – Center of politics and the history of London
The London Tower
Absolute Monarchism Under the Regime of Queen Elizabeth I
Sand Sculptors

E aí, ficou com vontade de conhecer? 🙂

Um abraço e até a próxima.

Brasileiros afetados pela crise de 2008 …

Depois de muitas tentativas fracassadas de reinserção profissional no Japão, mais de 70 mil brasileiros decidiram reconstruir a vida no Brasil, após vários anos de ausência.

Esta é a dura realidade abordada pelo documentário produzido por Adriana Nakamura e que será lançado no início de setembro de 2012, no Bunkyo de São Paulo, durante um seminário chamado “Crise Econômica e Retorno”.

O documentário é o resultado do trabalho de conclusão de curso de jornalismo, que segundo a autora, o trabalho é uma homenagem feita aos seus pais, Pedro e Maria, que trabalharam duro como dekasseguis e que, apesar das dificuldades que passaram, nunca permitiram que ela deixasse de estudar.

O documentário é um excelente material que aborda o assunto da crise de 2008 e ainda conta um pouco da vida dos brasileiros no Japão, sob o ponto de vista de diversos intrevistados. Dividido em 4 partes, o trabalho está disponível no Youtube, mas também pode ser visto abaixo:




Quem quiser, e puder, ajude a divulgar esta obra.

Até a próxima! 😉

 

Fonte: http://www.alternativa.co.jp

Nossa segunda viagem ao Japão. Parte 1

Da primeira vez em que viemos ao Japão, viajamos pela Lufthansa. Embarcamos em São Paulo, fizemos escala em Frankfurt, em Tokyo e desembarcamos em Nagoya (clique aqui e relembre a nossa primeira viagem).

Desta vez, resolvemos fazer um itinerário diferente e aproveitar um pouco mais, por isso, escolhemos viajar pela TAM/ANA, via Paris, ambas empresas membros da Star Alliance. O primeiro trecho da viagem, entre São Paulo e Paris, foi operado pela TAM, os demais trechos operados pela ANA.

A viagem foi ótima em todos os sentidos.

No primeiro trecho viajamos de A330, um avião novo e moderno, com um espaço entre poltronas surpreendente para o padrão econômico. Durante todo o voo, o comandante ascendeu o aviso de turbulência apenas uma vez e por um pequeno período. Ao nosso lado, um casal que estava indo prestigiar a formatura do filho que estava se formando engenheiro.

Diferente da primeira vez, neste trecho contamos com comissários falando em Português o tempo todo e, diga-se de passagem, bem mais simpáticos do que a tripulação alemã. Não podemos reclamar da comida servida pela TAM e tão pouco do leque de entretenimento a disposição dos passageiros, em suas telas touch individuais. Bons filmes, vídeos, música e até jogos estavam disponíveis.

A aventura mesmo estava em Paris! 😉

Desta vez, resolvemos aproveitar um pouco mais a escala obrigatória e decidimos por fazer um stop-over de 1 dia em Paris. Reservamos o hotel pela Internet, através do site http://booking.com que, diga-se de passagem, nos ofereceu um excelente suporte com atendimento em Português.

Em Paris, aterrisamos no aeroporto Charles de Gaulle. Na imigração, foi relativamente simples. Bastou apresentar o passaporte e lá estava o carimbo com a data de entrada no país! Sem perguntas ou pedidos de reserva de hoteis, dinheiro pra gastar no país, etc.

Pra não ficar zanzando com as bagagens durante nosso passeio (estávamos com 4 malas de 32Kg cada e mais 2 mochilas) escolhemos deixar as malas no Bagages Du Monde, uma empresa especializada em guardar/ enviar as suas bagagens pela Europa. O custo para deixar as 4 malas, por 24 horas, foi de 60,00 Euros.

O grande problema foi transportar toda essa bagagem do Terminal 1, onde desembarcamos, até o Terminal 2, onde fica localizada esta Empresa! Pra chegar de um terminal ao outro, é preciso pegar um pequeno trem, que roda apenas dentro do aeroporto. O problema é que o acesso a este trem não é muito fácil para quem está com muitas e pesadas malas.

Enfim, depois de umas 3 horas no aeroporto, deixando as malas no guarda-volumes e fazendo um pequeno lanche, fomos nos aventurar no metro de Paris, pois precisávamos chegar ao hotel, que ficava perto da famosa estação de trem Gare Du Norde.

A compra dos tickets é um processo simples, mas para nós, foi um desafio. Pra que tantos tickets diferentes?! 😀 Bom, na máquina de tickets, você escolhe qual o tipo de transporte você precisará, por exemplo: para ir do aeroporto à Paris ou para rodar dentro de París, com trem, ônibus ou metro. Feita a compra, é só embarcar …

A parte mais legal disso tudo, é que em momento nenhum passamos aperto para pedir informações. Apesar dos rumores de que franceses não tratam muito bem aqueles que falam Inglês, não tivemos qualquer problema com isso. Muito pelo contrário. Foi muito fácil encontrar franceses que falavam muito bem o Inglês! No Japão, já não é tão fácil assim.

Dentro do trem, sentido à Paris, a vista que se tem ao olhar pelas janelas é de construções que lembram muito o Brasil, inclusive pelas contínuas e bem desordenadas pichações e grafites espalhados pelos muros e paredes dos prédios e casas. Nem mesmo os vagões dos trens escapam. Mas no miolo da cidade, é completamente diferente! Lá você encontra uma arquitetura única e grandiosa, muito bela e imponente. Um prédio grudado no outro, algumas ruas bem largas e outras muito, mas muito estreitas. O trânsito, ah o trânsito!!! Esse é terrível! 😀

Continua (…)

Mudança internacional

O processo para contratar um mudança Japão-Brasil é simples e relativamente barato, se considerarmos que seus pertences serão remetidos ao outro lado do mundo. Por aproximadamente U$ 700,00 vc manda uma caixa de 0,5 m³ da sua casa no Japão até a sua casa no Brasil.

O preço independe do peso, mas sim do volume cúbico que suas coisas ocuparão no container da empresa. Assim, quanto mais coisa se leva, proporcionalmente, mais barato fica! A encomenda viaja de um continente ao outro de navio, levando entre 90 a 120 dias para chegar ao seu destino. Neste tempo, que é prometido pelas empresas de transporte, estão contabilizados o tempo em que a(s) caixa(s) ficaram estacionadas nos portos (Japão/ Brasil), aguardando as devidas autorizações de saída e entrada nos países.

Muitas famílias que retornam ao Brasil, usam esse tipo de serviço, especialmente aquelas que passam muitos anos aqui, já que com o tempo vão adquirindo bens móveis de qualidade e que não vale a pena serem deixados para trás. Pra nós, esse não foi o caso, pois além de termos ficado pouco tempo na terra do sol nascente, morávamos em um apartamento semi-mobiliado, não sendo necessário adquirir outros móveis (até por questão de espaço). =)

Nas revistas da comunidade, especialmente na crise, os anúncios de empresas que prestam esse tipo de serviço lotam as primeiras páginas de todas as edições.

Uma decisão importante: o retorno!

Há mais de dois anos atrás quando resolvemos vir ao Japão, ficamos por uns 6 meses nos preparando para a viagem. Emissão de documentos, requisição do visto, passagens e cancelamento de contratos, tudo isso nos deu um bocado de trabalho!

Frente aos impactos da crise financeira mundial, no Japão, cujo resultado foi uma violenta desaceleração na exportação, causando uma gigantesca sequência de demissões em massa de operários, principalmente estrangeiros, achamos prudente rever a nossa permanência aqui, mesmo continuando empregados e até com uma certa “tranquilidade” a esse respeito, já que é fato que a empresa para a qual trabalhamos não tem por política esse tipo de atitude (pelo menos por enquanto).

Muitos são os fatores que devem ser considerados ao se tomar uma decisão como essa, que por vezes será julgada apressada e por outras tardia, mas pra nós está em seu tempo certo!

O retorno é muito mais fácil do que a vinda, afinal, estaremos indo pra casa. Entretanto, não é tão simples quanto parece, já que é aconselhavel não deixar pendências, para evitar denegrir sua imagem e a da comunidade como um todo no País. Isso é claro, sem contar no coração, já que amigos e familiares não retornarão conosco, ficando então a saudade, que certamente aprenderemos a controlar, mas que sempre estará lá, apesar dos intermináveis recursos tecnológicos que temos hoje para “encurtar” distancias! Assim  como quando saímos do Brasil.

Agora inicia-se uma nova corrida … acertar documentos, cancelar contratos, compra das passagens, requisitar o “re-entry”, etc … mas enfim, estamos voltando. =)